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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

CLASSE ARACNIDEA

Esta classe é a de maior sucesso do grupo dos artrópodes quelicerados (gr. arakhne = aranha), com muito poucas excepções (como o género Limulus, cerca de 10% dos ácaros e uma espécie de aranha) é exclusivamente composta por animais terrestres, embora com ascendência em formas aquáticas.

Os seus membros mais conhecidos são as aranhas e os escorpiões mas os mais numerosos são, sem dúvida, as carraças e os ácaros.

Pensa-se que deverão ter sido os primeiros do filo a colonizar o meio terrestre, pelo que as suas características mais distintivas estão relacionadas com a adaptação ao meio seco.



Caracterização
Nos aracnídeos o corpo divide-se em cefalotórax (que resulta da fusão da cabeça e do tórax) e abdómen. Estas duas partes do corpo do animal estão frequentemente unidas por um pedúnculo estreito. Não apresentam antenas.

Apenas o cefalotórax apresenta apêndices (6 pares):

quelíceras - correspondem aos apêndices do primeiro segmento e são estruturas em forma de gancho ou tenaz, servem para capturar a presa e apresentam frequentemente glândulas de veneno associadas;

pedipalpos - correspondem ao segundo segmento e são apêndices manipuladores, tanto podendo ser semelhantes a apêndices locomotores como apresentar garras (escorpiões, por exemplo);

4 pares de patas - na grande maioria das espécies são apêndices locomotores mas o primeiro par pode ser longo e com uma função sensorial.



O abdómen pode ser dividido curto e largo ou apresentar uma extensão semelhante a uma cauda.

A grande maioria é predadora e captura as presas com a ajuda das quelíceras e/ou dos pedipalpos e injectando veneno. O veneno, além de paralisar a presa, inicia a sua digestão, transformando a presa numa pasta ou líquido. Os aracnídeos não apresentam mandíbulas, pelo que apenas podem ingerir pequenos pedaços ou alimentos líquidos. Existem igualmente espécies parasitas, como as carraças, mas cuja alimentação continua a ser líquida (sangue).



Os escorpiões digerem parcialmente pequenos pedaços do corpo da presa numa câmara anterior à boca. Nestes animais a cauda apresenta um aguilhão associado a uma glândula de veneno, utilizada para paralisar a presa que depois é morta com os grandes pedipalpos. Este veneno da cauda do escorpião tem como principal função a defesa, não a caça.

A excreção é realizada por tubos de Malpighi ou por glândulas coxais.

O sistema nervoso é centralizado, apresentando um grande cérebro dorsal, o que permite entender os padrões comportamentais complexos, nomeadamente a construção de ninhos e teias, corte e cuidado com a prole.



Muitos aracnídeos são nocturnos, mas a maioria é diurna e tem visão e tacto muito apurados. É frequente apresentarem quatro pares de olhos compostos (aranhas).

A respiração é realizada por “pulmões” em forma de folha – filotraqueias -, que não são mais que invaginações pregueadas da parede ventral do abdómen, formando uma série de lamelas. O ar entra por uma abertura ventral no abdómen e circula entre as lamelas vascularizadas, onde se realizam as trocas gasosas. Outras espécies respiram através das tradicionais traqueias, como os insectos.

Interessante á única espécie de aranha que vive permanentemente debaixo de água (excepto para recolher ar e mudar de exosqueleto). Na realidade estas aranhas respiram ar como as restantes, pois dependem de uma bolsa formada por uma pequena teia e dos pêlos do abdómen, que recolhem o ar atmosférico e o armazenam.

Assim, estas pequenas aranhas (5 mm de comprimento em média) levam as presas para o interior dessa bolha de ar para as consumirem, bem como aí colocam os seus ovos.



As aranhas possuem no abdómen, ventralmente, glândulas sericígenas que segregam uma proteína elástica e extremamente resistente que endurece ao passar por expansões móveis do tegumento designadas fiadeiras. Os filamentos proteicos são enrolados como uma corda pelas fiadeiras, formando fios pegajosos com que tecem as teias. Os fios são depois esticados ou enrolados com as patas, dependendo do uso que irão ter.

Os filamentos de teia são cerca de 5 vezes mais fortes que aço do mesmo diâmetro e podem ser esticados até 4 vezes o seu comprimento inicial, sem partirem. Estudos revelaram que quanto mais fortemente a aranha puxar o fio, enquanto este se forma, mais forte este será depois de endurecido.

As teias são igualmente resistentes à água, como se pode comprovar pelo modo com gotículas se forma sobre os filamentos após uma chuvada e não partem com temperaturas até -40ºC.

As técnicas de construção de teias são complexas e variadas. Algumas espécies de aranhas tropicais constroem teias tão grandes e fortes que podem capturar pequenas aves, enquanto outras usam pequenas teias que transportam com as patas e lançam sobre a presa. Algumas espécies de aranhas sociais, constroem uma gigantesca teia em comum, cobrindo por vezes árvores inteiras, apesar destes aracnídeos não ultrapassarem alguns milímetros de comprimento.

Todas estas teias têm em comum o facto de serem, basicamente, uma estrutura de círculos concêntricos de filamentos pegajosos, apoiados sobre raios formados por filamentos não pegajosos. Esta estrutura permite que a aranha caminhe sobre a teia sem ficar, ela própria, presa na teia.



A aranha permanece no centro da teia, com as patas pousadas sobre os filamentos radiais, recebendo vibrações da armadilha. Quando essas vibrações lhe indicam que existe uma presa capturada, a aranha desloca-se velozmente, correndo, novamente o risco de ficar presa na sua própria teia. Aqui entram em acção as suas patas, equipadas com uma espécie de "pêlos", que soltam a extremidade da pata da teia quando esta se desloca.

As teias são usadas não só para a captura de alimento mas também para formar casulos onde muitas aranhas colocam os ovos. Essa parece ter sido mesmo a função inicial da produção destes filamentos. Actualmente apenas cerca de um terço das espécies de aranhas capturam as presas com teias, emboras todas (e mesmo alguns escorpiões) produzam casulos para os ovos com esses filamentos.

Dado que os filamentos deixam de ser pegajosos após cerca de 24 horas, muitas aranhas comem parte da teia e recostroem a zona danificada. Os grãos de pólen e outras partículas presas na teia velha fornecerão igualmente nutrientes extra.



A reprodução é sexuada, com dimorfismo sexual, sendo o macho muito menor que a fêmea. Este transfere o esperma para o interior do corpo da fêmea num espermatóforo, usando para isso os pedipalpos, quelíceras ou mesmo apêndices locomotores.

A fecundação é, portanto, interna e os ovos são frequentemente mantidos no interior do corpo da fêmea ou cobertos com invólucros protectores. Em muitas espécies de escorpião os ovos eclodem logo que são expulsos. As mães escorpião transportam a sua prole sobre o dorso para as protegerem.

Os estádios larvares ocorrem no interior do ovo. Muitas espécies apresentam cuidados com a prole.


CLASSE ARACNIDEA


Aracnídeo é qualquer organismo da classe Arachnida do filo dos Artrópodes que inclui aranhas, carrapato e escorpiões, compreendendo mais de 60.000 espécies. O nome desta classe tem origem na figura da mitologia grega Arachne. Quase todas as espécies são animais terrestres.

Características


O seu corpo divide-se em duas partes ou tagmata:

prossoma (2) - a cabeça ou cefalotórax, que pode estar coberta por uma carapaça e contém os órgãos dos sentidos, a boca com os seus apêndices:
as quelíceras;
os pedipalpos; e ainda
as patas (1), que são número de 8; e
opistossoma (3) - o abdómen, que pode ou não ser segmentado e onde se encontram as fieiras que produzem a seda para a construção da teia de aranha.
Em algumas espécies, os pedipalpos estão transformados em órgãos dos sentidos, noutras servem para capturar as presas e noutras ainda como orgãos da reprodução. Nos solpugídeos os pedipalpos são semelhantes às patas, fazendo parecer que têm cinco pares. As larvas dos ácaros têm apenas 6 patas - o último par só se forma na fase de ninfa.

Os aracnídeos respiram por traqueias, embora em algumas espécies mais pequenas a respiração seja cutânea. Algumas espécies possuem pulmões folhosos.

Os animais desta classe são geralmente carnívoros e algumas espécies possuem glândulas de veneno com o qual matam as suas presas. Algumas espécies são parasitas.

Os aracnídeos são dióicos e reproduzem-se por fecundação interna, e produzem ovos, donde saem indivíduos imaturos, mas semelhantes aos progenitores (não passam por metamorfoses).



CLASSE ARACNIDEA

Este é o grupo de aranhas, escorpiões, ácaros e carrapatos, entre outros. De acordo com o registro fóssil, as formas primitivas eram aquáticas. Os representantes atuais, entretanto, ocupam principalmente o ambiente terrestre, sendo mais comuns em regiões quentes e secas. A grande maioria dos membros do grupo têm tamanho reduzido. As aranhas, por exemplo, costumam medir menos de 25 milímetros de comprimento (as espécies avantajadas são poucas) e muitos ácaros não têm mais que 0,5 milímetro de comprimento. É um grupo que desperta curiosidade e também temor, embora, na maioria das vezes, infundado. Isso ocorre porque alguns membros do grupo apresentam estruturas de inoculação de veneno, utilizado na captura de pequenas presas, sobretudo insetos, o que se constitui um benefício para o homem. Entretanto, algumas aranhas e escorpiões podem eventualmente atacar o homem, causando problemas sérios com o seu veneno potente. Existem ácaros que atacam plantas, prejudicando a agricultura, além de parasitarem o homem ou transmitir-lhe doenças. Chama muito a atenção o fato de aranhas e outros aracnídeos produzirem, em glândulas especiais, fios de seda que são usados para a construção de ninhos e abrigos, como as conhecidas teias.

Aranhas
As aranhas vivem em habitáts variados e são os aracnídeos mais abundantes, com cerca de 32 mil espécies descritas. Variam em tamanho desde espécies diminutas, com menos de 0,5 milímetro de comprimento até as grandes tarântulas e caranguejeiras, que, só no corpo, descontando-se as patas, chegam a 9 centímetros de comprimento. Algumas espécies de tarântulas da América do Sul alcançam cerca de 25 centímetros com as patas distendidas. Seu corpo consiste de um cefalotórax (cabeça fundida ao tórax), coberto dorsalmente por uma carapaça sólida, e um abdome, unidos por um pedículo delgado. No cefalotórax, geralmente existem oito olhos simples na região anterior, e pares de apêndices articulados. O par mais anterior é o de quelíceras, usadas na captura de alimento. Cada uma apresenta um acúleo em forma de garra onde se abre o ducto de uma glândula de veneno situada no cefalotórax. O segundo é o par de pedipalpos, que são curtos e usados no esmagamento do alimento, mas, em machos, podem atuar como estruturas copulatórias. Servem também como estruturas de percepção tátil. Os quatro pares restantes são patas locomotoras. Não há antenas. As aberturas corporais, com exceção da boca, são abdominais e ventrais, com o destaque para a abertura genital, as aberturas respiratórias, as fiandeiras por onde saem os fios de seda para a construção da teia, e o ânus.

As aranhas são animais de vida livre, solitárias e predadoras. Alimentam-se principalmente de insetos, que podem ser caçados ou aprisionados nas teias. Espécies maiores utilizam pequenos vertebrados como alimento. A presa é segura pelas quelíceras, imobilizada e morta pelo veneno. Há espécies que envolvem a presa em seda antes ou depois de picá-la, de modo a permitir melhor imobilização. Enzimas produzidas no tubo digestivo são introduzidas no corpo da presa, permitindo sua digestão antes da deglutição. Depois que a presa está reduzida a um material quase líquido, é sugada pela aranha, que não tem mandíbulas e está adaptada somente à ingestão de material líquido ou partículas pequenas. Quando o alimento está disponível, as aranhas comem com freqüência. Sofrem várias mudas (de 7 a 13) até atingir a maturidade. As fêmeas têm vida mais longa: umas morrem após a postura, outras chegam a durar até 15 anos, acasalando-se e procriando anualmente. Algumas aranhas em cativeiro, especialmente tarântulas, podem jejuar durante semanas e viver até 20 anos.



A seda é uma secreção protéica, semelhante àquela produzida pelas lagartas, originária das glândulas sericígenas abdominais, e eliminada pelas aberturas das fiandeiras, solidificando-se em um fio quando entram em contato com o ar. As teias apresentam formatos que variam de acordo com a espécie e têm múltiplas utilidades. Podem servir como estruturas de dispersão para aranhas jovens, podem conter gotículas pegajosas que permitem a captura de presas, podem funcionar como estruturas de hibernação e acasalamento. Uma função da seda, comum à maioria das aranhas, é o seu uso como fio de guia. Conforme a aranha se move, deixa atrás de si um fio de seda seco, que é fixado, de tempos em tempos ao substrato, com uma secreção adesiva. Este fio atua como um dispositivo de segurança, semelhante ao utilizado por alpinistas. Quando se vê uma aranha suspensa no ar, após cair de algum objeto, é devido à continua retenção do fio de guia.

As aranhas caçadoras são dotadas de patas mais grossas e apresentam olhos muito desenvolvidos. As aranhas papa-moscas saltam sobre a presa graças a uma distensão repentina das patas, tendo antes prendido um fio guia ao substrato. As chamadas aranhas-de-alçapão constróem buracos revestidos de seda que são cobertos por terra ou musgos. Posicionam-se dentro dos buracos, aguardando a passagem de uma presa sobre a armadilha. Já as teias de captura de presas apresentam formatos variados e a aranha percebe a captura quando o toque da presa faz vibrar a teia. As teias são geralmente substituídas todos os dias ou noites. As aranhas tecedoras de teia têm patas mais finas e não possuem boa visão, embora sejam muito sensíveis a vibrações.

Aranhas caçadoras possuem olhos mais desenvolvidos.

As aranhas são animais dióicos e o dimorfismo sexual é comum, sendo as fêmeas maiores que os machos. Em geral, o macho expele os espermatozóides sobre uma espécie de teia por glândulas seminais localizadas no ventre formando "pacotes", denominados espermatóforos. Estes são sugados pelos órgãos copuladores, localizados na extremidade dos pedipalpos, que são munidos de um êmbolo. Os espermatóforos são transferidos à fêmea através dos pedipalpos, que são inseridos em sua abertura genital. Normalmente há uma corte elaborada, que permite o reconhecimento dos parceiros. Isso é extremamente útil para esses animais, que apresentam hábitos predatórios sofisticados. Podem ser usados estímulos químicos e tácteis, mas algumas espécies valem-se de movimentos de dança ou posturas especificas. A fêmea, em algumas espécies, mata e devora o macho após o acasalamento, mas isto não é comum. Há espécies que se acasalam vezes durante a vida; outras só realizam o acasalamento uma vez. A fecundação interna é outra adaptação à vida em meio terrestre. Após a postura, os ovos são depositados em um casulo formado por fios de seda. Este casulo ou ooteca pode ficar preso à teia ou ser carregado pela fêmea. Não há estágios larvais, ou seja, o desenvolvimento é direto. Existem cuidados com a prole; após a eclosão, os filhotes são protegidos pela mãe, podendo ser carregados sobre o abdome durante os primeiros dias de vida. Existem certas formas que realizam um fenômeno chamado aerostação. Neste caso, a aranha jovem sobe os ramos de uma árvore ou mesmo na grama, libera um fio de seda e quando o vento é suficiente para arrastar o filamento, a aranha se liberta e é levada pelas correntes de ar. Com isso podem ser carregadas a grandes distâncias, permitindo a dispersão da espécie.

O veneno da maioria das aranhas não é tóxico ao homem, mas há algumas espécies perigosas. A viúva-negra tem veneno neurotóxico, causando, algum tempo após a picada, sintomas graves e dolorosos. Casos fatais são raros. As aranhas-marrons possuem veneno hemolítico, que causa ulceração e necrose no local da picada. O veneno das grandes aranhas caranguejeiras não é perigoso para os humanos, porém elas liberam cerdas defensivas irritantes do abdome que penetram na pele de outros organismos, podendo causar erupções na pele do homem.

Escorpiões

Os escorpiões são os mais antigos artrópodes terrestres conhecidos, como demonstra o registro fóssil. Apresentam vida noturna e, ao contrário do que imagina-se, não se restringem a zona áridas, sendo que muitas espécies necessitam de ambiente úmido. São aracnídeos grandes, geralmente variando de 3 a 9 centímetros de comprimento, embora o escorpião imperial africano (Pandinus imperator) atinja 18 centímetros. Têm o corpo alongado, com o cefalotórax curto e abdome segmentado terminando em uma projeção, o pós-abdome, em cuja extremidade existe um aguilhão venenoso utilizado na captura de presas de maior porte. Os pedipalpos são grandes, terminando em pinças, sendo utilizados para a captura de presas e defesa.

Morfologia externa de um escorpião

O escorpião eleva o pós-abdome sobre o corpo, dobrando-se para a frente, realizando um movimento de punhalada ao efetuar a picada. Embora tóxico o suficiente para matar muitos invertebrados, o veneno da maioria dos escorpiões não chega a ser fatal para o homem. Apenas algumas espécies apresentam veneno com toxidade suficiente para matar pessoas, como Androctonus, do deserto do Saara, que pode provocar a morte em seis a sete horas. O veneno é neurotóxico, causa fortes dores, e pode provocar paralisia dos músculos respiratórios e parada cardíaca.

Nos escorpiões, as quelíceras não são venenosas e servem apenas para rasgar a presa durante a alimentação. Ventralmente, no abdome, há um par de pentes lamelares, que são exclusivos dos escorpiões e têm função sensitiva. Antes do acasalamento algumas espécies realizam uma dança de cortejamento, na qual o macho fixa um espermatóforo no solo, depois agarra a fêmea com as pinças e a conduz de modo a passar sua abertura genital sobre o esperma. São ovovivíparos ou até mesmo vivíparos, ou seja, os ovos são incubados no aparelho reprodutor feminino. Os filhotes, quando nascem, têm apenas alguns milímetros de comprimento e imediatamente se arrastam sobre o dorso da mãe, vivendo alguns dias sobre o abdome. Aos poucos, os filhotes tornam-se independentes, alcançando a idade adulta em cerca de um ano.


Carrapatos e Ácaros

Ácaros e carrapatos são pequenos, muitos chegam a ser microscópicos, e apresentam o cefalotórax e o abdome fundidos e não segmentados, cobertos por uma carapaça protetora. Estão distribuídos por todo o planeta, até mesmo em regiões polares, desertos e fontes termais. Acredita-se que a miniaturização tenha sido um fator fundamental no sucesso dos ácaros, permitindo a exploração de habitáts não-acessíveis a aracnídeos maiores. Muitos são parasitas e por isso mesmo muito importantes para o homem. Apresentam desenvolvimento indireto, com estágio larval de seis patas que, após uma muda, origina um indivíduo de oito patas. Ácaros são comuns em todos os lugares, alimentando-se de material vegetal e animal frescos ou em putrefação, além de seivas de plantas, pele, sangue e outros tecidos de vertebrados terrestres.

Carrapatos alimentam-se de sangue de répteis, aves e mamíferos, utilizando suas pinças bucais sugadoras. Chegam a expandir o corpo quando repletos de sangue. Os hábitos alimentares são muito variados, mas conservam a característica dos aracnídeos de ingerir líquidos e, no caso de alimentos sólidos, realizar digestão externa que prepara o alimento para a ingestão. Alguns ácaros causam sérios problemas para plantações de algodão e árvores frutíferas, entre outras. Entre os ácaros parasitas do homem, existem os que atingem os folículos pilosos e glândulas sebáceas, como Demodex folliculorum, que provoca a formação de cravos, e parasitas cutâneos, como Sarcoptes scabiei, o causador da sarna humana. Este forma túneis na epiderme e libera secreções que provocam forte irritação. A deposição contínua de ovos nos túneis garante a perpetuação da infestação. O contato com áreas infestadas da pele pode transmitir o ácaro para outro hospedeiro.

Outros aracnídeos


Os escorpiões-vinagre são semelhantes aos escorpiões, mas possuem um delgado pós-abdome sem aguilhão venenoso, o que os torna inofensivos ao homem. O par de patas dianteiros são mais compridos e finos que os outros três pares, sendo usados para tatear o caminho ao andar, encontrar água e comida. Vivem próximos de pedras, pedaços de madeira, e folhas úmidas. Seu tamanho aproximado é de 6 centímetros. Possuem hábito noturno, se alimentando de insetos, aranhas etc. Embora possa picar com as quelíceras, o escorpião-vinagre não possui glândulas de veneno nelas. No abdome existem glândulas que se abrem próximas do ânus e produzem uma secreção rica em ácido acético, que é eliminado quando o animal é perturbado. O jato pode alcançar até meio metro de distância e a mira é precisa. Este líquido, com forte odor de vinagre, pode causar queimaduras ao homem. A fêmea põe cerca de 35 ovos grandes e quando os filhotes nascem sobem no abdome da mãe, até que cresçam e possam cuidar de si mesmos. Durante esse período eles realizam várias mudas.

Os opiliões têm o corpo ovalado e patas longas, muito semelhante à aranhas, mas eles são "parentes" distantes. Possuem cefalotórax e abdome fundidos, formando um só bloco. Atingem, em média, 4 centímetros de comprimento, contando as grandes patas. Vivem em lugares úmidos, precisando beber muito líquido em épocas secas, senão seu corpo endurece, dificultando a locomoção. Se alimenta de invertebrados, incluindo outros opiliões, restos de carne e vegetais. Embora não apresentem glândulas de veneno, possuem glândulas de "mau cheiro" para defesa. Também podem perder uma pata ou fingir de morto quando ameaçados.

O escorpiaõ-ventania é um parente do escorpião que corre velozmente e é dotado de um apetite voraz. São também conhecidos como solífugos, vivendo em regiões desérticas e bem quentes. É considerado um dos mais rápidos invertebrados terrestres, atingindo a velocidade de 12 km/h. Muitos deles, durante o dia, escondem-se em tocas na areia, na terra ou sob pedras. Alguns costumam sair de suas tocas durante o dia e por isso são chamados de "aranhas do sol". O corpo do solífugo é pequeno em relação aos quatro pares de patas longas e peludas, alcançando com elas entendidas, o comprimento de 15 centímetros. Além de se deslocar a grandes velocidades, ele também pode mudar de direção bruscamente, andando até de "costas". É um animal carnívoro e caçador. Utilizando as seis patas traseiras, corre com os pedipalpos e o par de pernas dianteiras estendidos para frente, a fim de "sentir" a presença de comida. Todo seu corpo é recoberto por longos pêlos sensoriais, além de possuir excelente visão. Escorpiões-ventania do norte da África detêm um recorde: suas mandíbulas, comparadas com os 7 centímetros de seu corpo (sem as patas), são as mais fortes do mundo animal. Seu veneno não é perigoso ao homem, mas sua picada é dolorosa. Possue dieta variada, incluindo insetos, aranhas, escorpiões, vermes e ainda lagartixas e em alguns casos pequenos pássaros. Come tanto que chega a prejudicar seus movimentos. O acasalamento é muito difícil, já que o macho corre o risco de ser devorado ao chegar perto da fêmea. Depois do acasalamento, a fêmea come muito, reunindo forças para a dura tarefa que tem pela frente: escavar o solo com as mandíbulas e pôr de 100 a 250 ovos. Enquanto os filhotes não se tornam independentes, a mãe fica levando comida para eles e protegendo a toca contra invasores.

Escorpião-ventania do norte da África


Os pseudo-escorpiões são como escorpiões em miniatura, mas não têm o pós-abdome,o aguilhão e os pentes. As glândulas de veneno são associadas aos pedipalpos. Produzem seda em glândulas próximas às quelíceras, usada para construir ninhos para se abrigar do inverno, se proteger após realizar a muda e cuidar das crias. São encontrados no solo, em pedras e sob as cascas de árvores. Embora bastante comuns, são raramente vistos, devido seu pequeno tamanho, alcançando em média 0,5 milímetro de comprimento. Locomovem-se "pegando carona" em outros animais, como formigas. São parecidos com os escorpiões devido a presença das garras dos pedipalpos. Possuem um ou dois pares de olhos pequenos e seus apêndices são recobertos por longas cerdas sensitivas usadas para detectar presas (pequenos insetos, aranhas e outros animais terrestres pequenos) e evitar predadores. Capturam suas presas com as garras dos pedipalpos, injetando veneno antes de ingeri-las. Se reproduzem da mesma maneira que os escorpiões e a fêmea põe de 2 a 50 ovos em uma bolsa sob o corpo. Podem se dispersar da mesma maneira que as aranhas (através do vento).

ACIDENTES POR ANIMAIS PEÇONHENTOS
O que são animais peçonhentos?
Animais peçonhentos são aqueles que produzem substância tóxica e apresentam um aparelho especializado para inoculação desta substância que é o veneno, possuem glândulas que se comunicam com dentes ocos, ou ferrões, ou aguilhões, por onde o veneno passa ativamente.

Quais são os animais peçonhentos de importância em saúde pública?
Serpentes do grupo da jararaca, cascavel, surucucu e coral verdadeira; algumas aranhas como a aranha marrom, armadeira e a viuva negra, além dos escorpiões preto e o amarelo.

Como prevenir acidentes com ofídios?
Não andar descalço: sapatos, botinas sem elásticos, botas ou perneiras devem ser de usados pois evitam 80% dos acidentes;

Olhar sempre com atenção o local de trabalho e os caminhos a percorrer;

Usar luvas de couro nas atividades rurais e de jardinagem, nunca colocar as mãos em tocas ou buracos na terra, ocos de árvores, cupinzeiros, entre espaços situados em montes de lenha ou entre pedras;

Não utilizar diretamente as mãos ao tocar em sapé, capim, mato baixo, montes de folhas secas; usar sempre antes um pedaço de pau, enxada ou foice, se for o caso;

Tampar as frestas e buracos das paredes e assoalhos;

Quando entrar em matas de ramagens baixas, ou em pomar com muitas árvores, parar no limite de transição de luminosidade e espere sempre a vista se adaptar aos lugares menos iluminados;

Se por qualquer razão tiver que abaixar-se, além de olhar bem o local, bater a vegetação ou as folhas: a coloração da jararaca e da cascavel se confunde muito com a das ramagens e folhas secas e há casos de acidente onde a pessoa não enxerga a serpente.

Não depositar ou acumular material inútil junto à habitação rural, como lixo, entulhos e materiais de construção; manter sempre a calçada limpa ao redor da casa.;

Evitar trepadeiras muito encostadas a casa, folhagens entrando pelo telhado ou mesmo pelo forro.

Controlar o número de roedores existentes na área de sua propriedade: ao lado dos outros problemas de saúde pública, a diminuição do número de roedores irá evitar a aproximação de serpentes venenosas que deles se alimentam;

Não montar acampamento junto a plantações, pastos ou matos denominados sujos, regiões onde há normalmente roedores e maior número de serpentes;

Não fazer piquenique às margens dos rios ou lagoas, deles mantendo distância segura, e não encostar em barrancos durante a pescaria;

Manuseio de serpentes vivas deve ser feito com laço de luz ou com ganchos apropriados, por pessoas treinadas e com aptidão para o ofício. Não tocar nas serpentes, mesmo mortas, pois por descuido ou inabilidade há o risco de ferimento nas presas venenosas;

No amanhecer e no entardecer, nos sítios ou nas fazendas, chácaras ou acampamentos, evitar a aproximação da vegetação muito próxima ao chão, gramados ou até mesmo jardins; é nesse momento que as serpentes estão em maior atividade;

Proteger os predadores naturais de serpentes como as emas, as siriemas, os gaviões, os gambás e cangambás, e manter animais domésticos como galinhas e gansos próximos às habitações que, em geral, afastam as serpentes.

A caninana, é uma das cobras mais venenosas do Brasil? O bafo da jibóia é venenoso e causa cobreiro?
Não, a caninana não é peçonhenta mas á uma serpente muito agressiva, atacando quando se sente ameaçada. Como a jibóia também não é uma cobra peçonhenta, o bafo não é venenoso e nem causa cobreiro. Existem na natureza muito mais serpentes do grupo não peçonhento do que as consideradas peçonhentas de importância médica, que eventualmente podem picar e causar acidentes.

Como prevenir acidentes com aranhas e escorpiões?
Usar calçados e luvas nas atividades rurais e de jardinagem;

Examinar calçados e roupas pessoais, de cama e banho, antes de usá-las;

Afastar camas das paredes e evite pendurar roupas fora de armários;

Não acumular lixo orgânico, entulhos e materiais de construção;

Limpar regularmente móveis, cortinas, quadros, cantos de parede;

Vedar frestas e buracos em paredes, assoalhos, forros, meia-canas e rodapés; utilizar telas, vedantes ou sacos de areia em portas, janelas e ralos;

Manter limpos os locais próximos das residências, jardins, quintais, paióis e celeiros; evitar plantas tipo trepadeiras e bananeiras junto às casas e manter a grama sempre cortada;

Combater a proliferação de insetos, principalmente baratas e cupins, pois são alimentos para aranhas e escorpiões;

Preservar os predadores naturais de aranhas e escorpiões como seriemas, corujas, sapos, lagartixas e galinhas;

Limpar terrenos baldios pelo menos na faixa de um a dois metros junto ao muro ou cercas;

Não colocar mãos ou pés em buracos, cupinzeiros, monte de pedra ou lenha, troncos podres etc.

Que tipos de serpentes peçonhentas existem no Brasil e que podem causar acidentes?
São quatro os tipos (gêneros) de serpentes peçonhentas no Brasil: Bothrops (jararaca, jararacuçu, urutu, , cotiara, caiçaca), Crotalus (cascavel), Lachesis (sucurucu-pico-de-jaca) e Micrurus (corais-verdadeiras). As jararacas respondem por quase 90% dos acidentes ofídicos registrados, sendo encontradas em todo o país. Apesar de comuns, as corais verdadeiras são causa rara de acidentes pois os hábitos dessas serpentes não propiciam a ocorrência de acidentes. As surucucus são serpentes que habitam matas fechadas sendo portanto encontradas principalmente na Amazônia e, mais raramente, na Mata Atlântica. Já as cascavéis preferem ambientes secos e abertos, não sendo comuns nas áreas onde as surucucus predominam.

Existe alguma época do ano em que os acidentes por animais peçonhentos ocorrem com maior freqüência?
Sim, a época de calor e chuvas é a mais propícia para a ocorrência dos acidentes pois é quando os animais estão em maior atividade, coincidindo com o período de plantio e colheita agrícola. Nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste os meses de dezembro a março concentram a grande maioria dos casos, enquanto que no inverno o número de acidentes diminui bastante. Já no Nordeste o pico coincide com meses de abril a junho. Na região Norte, apesar dos casos serem mais freqüentes também nos três primeiros meses do ano, não há uma variação tão marcada como nas demais partes do país.

Quais são os sintomas de uma pessoa picada por serpente?
No caso de um acidente por jararaca, a região da picada apresenta dor e inchaço, às vezes com manchas arroxeadas e sangramento pelos orificios da picada, além de sangramentos em gengivas, pele e urina. Pode haver complicações como infecção e necrose na região da picada e insuficiência renal. Quadro semelhante ao acidente por jararaca. a picada pela surucucu-pico-de-jaca pode ainda causar vômitos, diarréia e queda da pressão arterial. Na picada por cascavel, o local da picada não apresenta lesão evidente, apenas uma sensação de formigamento; dificuldade de manter os olhos abertos, com aspecto sonolento, visão turva ou dupla são os manifestações características, acompanhadas por dores musculares generalizadas e urina escura. O acidente por coral verdadeira não provoca no local da picada alteração importante; as manifestações do envenenamento caracterizam-se por visão borrada ou dupla, pálpebras caídas e aspecto sonolento.

Quais os sintomas de uma pessoa picada por escorpião?
A picada por escorpião leva a dor no local da picada, de início imediato e intensidade variável, com boa evolução na maioria dos casos, porém crianças podem apresentar manifestações graves, como náuseas e vômitos, alteração da pressão sangüínea, agitação e falta de ar.

Quais são as aranhas que podem causar acidentes de importância médica no Brasil?
São três os tipos (gêneros) de aranhas: aranha-armadeira ou aranha-da-banana, encontrada em várias regiões do país, com predomínio na região Sudeste e Sul; aranha-marrom, muito comum no Sul, principalmente no Paraná, e viúva-negra, mais encontrada no litoral do Nordeste. A tarântula ou aranha-de-jardim e as caranguejeiras, apesar de muito temidas, não causam acidentes de importância; assim como as aranhas domésticas que fazem teias geométricas.

Quais os sintomas de uma pessoa picada por aranha?
A aranha-armadeira causa dor imediata e intensa, com poucos sinais visíveis no local da picada. Raramente crianças podem apresentar agitação, náuseas, vômitos e diminuição da pressão sanguínea. No caso da aranha-marrom, a picada é pouco dolorosa e uma lesão endurecida e escura costuma surgir várias horas após, podendo evoluir para ferida com necrose de difícil cicatrização; raramente podem provocar escurecimento da urina. A viúva-negra leva a dor na região da picada, contrações nos músculos, suor generalizado e alterações na pressão e nos batimentos cardíacos.

Quais são as medidas que devo tomar após ser mordida por um animal peçonhento?
Lavar o local da picada de preferência com água e sabão;

Manter a vítima deitada, evitar que ela se movimente para não favorecer a absorção do veneno;

Se a picada for na perna ou no braço, mantê-los em posição mais elevada;

Não fazer torniquete: impedindo a circulação do sangue, você pode causar gangrena ou necrose;

Não furar, não cortar, não queimar, não espremer, não fazer sucção no local da ferida e nem aplicar folhas, pó de café ou terra sobre ela para não provocar infecção;

Não dar à vítima pinga, querosene, ou fumo, como é costume em algumas regiões do país;

Levar a vítima imediatamente ao serviço de saúde mais próximo para que possa receber o tratamento em tempo;

Levar, se possível, o animal agressor, mesmo morto, para facilitar o diagnóstico;

Lembrar que nenhum remédio caseiro substitui o soro antipeçonhento.

Como é feito o tratamento dos acidentes por animais peçonhentos?
No caso dos acidentes ofídicos, o soro antiveneno é o único tratamento eficaz. Já para escorpiões e aranhas, os sintomas podem tratados com medidas para alívio da dor, como compressas mornas; caso não haja melhora, o paciente deve ser levado ao serviço de saúde mais próximo para se avaliar a necessidade de soro.

O soro pode ser utilizado em casa ou na fazenda, ou deve ser aplicado somente em hospital?
Não se recomenda o uso de soros fora do hospital pois a aplicação deve ser feita na veia e sendo ele produzido a partir do sangue do cavalo, ao ser injetado no organismo humano, pode provocar reações alérgicas que precisam ser tratadas imediatamente. Além disso, é preciso conhecer os efeitos clínicos dos venenos para se indicar o tipo correto e a quantidade de soro adequada para a gravidade.

O que acontece se uma mulher grávida for picada? O soro pode ser aplicado?
Não há contra-indicação para aplicação do soro em gestantes, devendo as mulheres ter uma atenção especial pois pode haver descolamento prematura da placenta e sangramento uterino.

Em quanto tempo é possível socorrer uma vítima picada por animal peçonhento?
Não há um tempo limite para tratar uma pessoa picada por animal peçonhento, devendo esta ser sempre levada para um hospital para avaliação médica. No entanto, sabe-se o tempo é um fator determinante para a boa evolução dos casos; no caso dos acidentes ofídicos, verifica-se que 6 a 12 horas depois do acidente aumentam os riscos de complicações.

Existe algum soro que possa ser utilizado em qualquer acidente por animal peçonhento?
Não existe soro polivalente ou universal. Para cada tipo de acidente existe um soro específico que deve ser aplicado em quantidade proporcional à gravidade. Se uma pessoa picada por jararaca receber o soro para cascavel, além de não neutralizar os efeitos do veneno, pode ainda apresentar reação alérgica a esse soro.

O soro pode ser comprado nas farmácias?
Não. Todo o soro produzido no Brasil é comprado pelo Ministério da Saúde que distribui aos Estados. Este, por sua vez, estabelece quais municípios devem receber o soro de modo a permitir que os pacientes recebam o tratamento gratuitamente. A relação dos hospitais que têm o soro está disponível nas secretarias de saúde estaduais.

ANATOMIA


As aranhas, tal como os restantes artrópodes, apresentam o corpo revestido por um exosesqueleto quitinoso. O corpo apresenta-se dividido em duas regiões distintas: o prossoma (ou cefalotórax) e o opistossoma (ou abdómen).
Todas as Aranhas possuem quatro pares de patas, um par de pedipalpos e um par de quelíceras inseridos no prossoma. Os olhos são em número variável até 8 e situam-se na região cefálica do prossoma. Todas possuem fieiras. A respiração é feita por traqueias ou filotraqueias.

Carapaça
Placa quitinosa rígida que cobre dorsalmente o prossoma nas aranhas.

A carapaça é geralmente mais larga na parte posterior que corresponde à zona torácica ou tórax e mais estreita e elevada na parte anterior que corresponde à zona cefálica ou cabeça.

Na região cefálica da carapaça estão (quando presentes) inseridos os olhos em número variável de 6 ou 8.

Na região torácica, a maioria das aranhas possuem uma fóvea que pode ser longitudinal ou transversal.

Por vezes, a parte posterior da carapaça possui rugosidades que fazem parte de órgãos estridulatórios

Prossoma
Região anterior do corpo das Aranhas.

O prossoma engloba duas áreas mais ou menos diferenciadas: a zona cefálica e a zona torácica e por isso recebe também o nome de cefalotórax.

O revestimento do prossoma é feito por placas rígidas quitinosas. Dorsalmente, é coberto pela carapaça, ventralmente pelo esterno e pelo labium que podem estar separados ou fundidos.

A região cefálica, mais anterior, geralmente é mais estreita e levantada e é nesta região que se situam os olhos, a boca e as quelíceras

A região torácica, é geralmente mais plana e larga e nela se situam os pedipalpos, as patas, a fóvea e o externo.

Cribelo
Pequena placa situada à frente das fieiras de algumas aranhas e que é usada na produção de um tipo especial de seda

Consoante a aranha possui ou não cribelo, diz-se cribelada ou acribelada respectivamente.

O cribelo deriva da alteração de duas fieiras anteriores e pode ser inteiro (uma placa única) ou dividido (duas pequenas placas. É um órgão homólogo do cólulo.

A seda produzida pelas aranhas cribeladas é espessa, muito pegajosa e muito branca ou azulada.

Epigíneo
Órgão copulatório feminino que consiste numa estrutura rígida mais ou menos complexa em frente da abertura genital e que está presente apenas em algumas aranhas

.O epigíneo situa-se na face ventral do abdómen, imediatamente acima do sulco epigástrico.

Dentro dos araneomorfos, consoante a espécie possui ou não epigíneo, designa-se respectivamente por entelegínica ou haplogínica.

O epigíneo pode ser simples ou muito complexo com uma ou várias aberturas e com diversas estruturas internas como os ductos espermáticos, os ductos de fertilização e as espermatecas e externas como o escapo

Fascículos unguinais
São tufos de pêlos densos espatulados e próprios para aderir a superfícies lisas situados entre as garras das aranhas


Fieiras
Apêndices pares localizados na face ventral ou na extremidade do abdóben que comunicam com as glândulas sericígenas e são usados pelas aranhas no fabrico de seda e construção de teias.

Garras
Estruturas rígidas pectinadas ou lisas que as aranhas usam para agarrar.

As garras situam-se no extremo das patas (tarsos) e denominam-se principais (pares) e terceira garra ou unha (ímpar)

As garras pares estão sempre presentes e são grandes e pectinadas, a terceira garra pode existir ou não e é muito mais pequena que as outras, lisa e muito curvada para baixo.

Consoante as aranhas têm duas ou três garras denominam-se dioníquias ou trioníquias respectivamente.

OLHOS
Sensíveis a diversos tipos de luz, os olhos das aranhas (ocelos), situam-se na zona cefálica da carapaça

A maioria das aranhas possui oito olhos que, de acordo com a sua posição se denominam medianos anteriores (MA), medianos posteriores (MP), laterais anteriores (LA) e laterais posteriores (LP)

Algumas aranhas têm apenas seis olhos, e outras atrofiaram ou perderam-nos por completo como é o caso de aranhas cavernícolas

Todos os olhos das aranhas são ocelos, ou seja olhos simples por oposição aos olhos compostos presentes nos insectos.

A nível de estrutura, os olhos das aranhas dividem-se em principais e secundários e a nível de função em diúrnos (negros) e nocturnos (claros)
A distribuição, tipo e função dos olhos varia muito nas aranhas, em alguns casos, as aranhas são capazes de detectar luz polarizada, distinguir cores, fazer focagem a curtas distâncias e ter uma visão de movimento até 360º

ARANHAS
O Brasil possui quatro tipos principais de aranhas venenosas, classificadas como de interesse médico. Esses tipos requerem tratamento em forma de soroterapia em casos de acidentes envolvendo-as. Há ainda dois tipos que não representam tanto perigo ao homem: são as aranhas de teia e as caranguejeiras.

Lycosa
Possui peçonha proteolítica. Ação local, necrosante, cutânea, sem intoxicação geral alguma, seja do sistema nervoso ou circulatório. Conseqüentemente não há perigo de vida. Tratamento: soro antilicósico, pomadas antinflamatórias, antihistamicas e antibióticos e os acidentes por este gênero são destituídos de importância médico-sanitária.

Apresenta as seguintes espécies: L. erythrognatha, L. nychtemera, L. raptoria. Podem medir 3 cm (corpo) e 5 cm no tamanho total. São habitantes de gramados, pastos, junto à piscinas e nos jardins, possuem hábitos diurnos e noturnos.




Phoneutria
A peçonha das armadeiras é um complexo de diversas substâncias toxicas, agindo principalmente sobre o Sistema Nervoso Periférico e secundariamente sobre o S. N. Central. Produzem veneno potente, raramente ocasionam acidentes graves.

Apresentam as seguintes espécies: P. fera, P. keyserlingi, P. reidyi, P. negriventer. Podem medir 3 cm (corpo) e atingir até 15 cm no tamanho total. São habitantes de bananeiras, terrenos baldios, zonas rurais, junto às residências, possuem hábitos noturnos e abrigam-se durante o dia em locais escuros (roupas, sapatos, etc.).




Loxosceles
O Loxoscelismo passou a ser reconhecido no Brasil a partir de 1954. Produzem lesões cutâneas necrosantes por possuirem peçonha proteolítica e não são agressivas.

Apresentam as seguintes espécies: L. laete, L. gaucho, L. similis. Podem medir 1 cm (corpo) e atingir até 3 cm no tamanho total. São habitantes de folhas secas de palmeiras, nas cascas ou sob as mesmas, atrás de móveis, sótãos, garagens, etc., possuem hábitos noturnos. Produzem teia irregular revestindo o substrato.



Latrodectus
As Viúvas Negras fazem teia irregular. São aracnídeos que podem viver aglomeradas em grupos, porém não são aranhas sociais. Havendo falta de alimentos, pode ocorrer canibalismo (alimentam-se de membros da mesma espécie). Seu nome é originado do fato de o macho ser muitas vezes menor do que a fêmea e, na época de acasalamento, ele ter de ser muito veloz na cópula, pois se a fêmea o percebe por baixo de seu corpo, ele é invariavelmente ingerido como alimento. No Brasil, embora ocorram aranhas do género Latrodectus, o primeiro registro de acidente, com reconhecimento do animal causador, foi publicado em 1985, em Salvador, Bahia. Estas aranhas não são totalmente negras, mas vermelhas e negras; o que lhes deu o gracioso apelido futebolístico de "flamenguinhas".

Sua peçonha neurotóxica possui ação difusa sobre o S. N. Central, medula, nervos e músculos lisos. Geralmente, seu veneno é extremamente potente e mortal. Porém, a espécie brasileira não oferece perigo aos seres humanos; tanto que não se produz soro, no Brasil, para este tipo de acidente.

Apresenta a seguinte espécie: L. geometricus. Podem medir 1,5 cm (corpo) e atingir até 3 cm no tamanho total. São habitantes de zonas rurais, plantações, etc., possuem hábitos diurnos. Produzem teia irregular suspensa entre a vegetação.




Caranguejeiras
São várias as espécies de aranhas que chamamos de caranguejeiras; porém, apesar de seu grande porte (podem chegar até 30 cm de envergadura), não oferecem perigo quanto ao seu veneno, que é pouco potente e causa dor local discreta. Está relacionada às aranhas de interesse médico porque os pelos que recobrem seu corpo em grande quantidade podem provocar alergias na pessoa que, eventualmente, entre em contato com ela. Esses pelos são liberados pelo animal quando, numa atitude defensiva, raspa as patas traseiras no dorso do abdome, soltando-os e formando uma espécie de "nuvem". Pequenos animais, como cachorros e gatos podem morrer por inalarem tais pelos, que provocarão edema do trato respiratório, matando-os por asfixia.


Caranguejeira

São encontradas em todos os tipos de ambientes: matas, praias, desertos etc. Não são agressivas, procurando fugir no primeiro momento de contato, assumindo uma postura defensiva, se continuar a ser molestada.

Aranhas de teia
As aranhas que conhecemos dos beirais de casas, varandas e matas, que fazem teias simétricas ou muito elaboradas, são aranhas sedentárias, ou seja, permanecem num só lugar para caçar. Seu veneno é tão pouco potente, que elas armam suas teias como armadilhas pegajosas para caçar. Algumas fazem e refazem suas teias todos os dias; outras, armam a teia e a utilizam várias vezes, remendando-a, até que tenham de construir outra nova. Todas as aranhas produzem fios de seda por meio deu uma estrutura de seu abdome, composta de glândulas sericígenas e as fiandeiras (muitas vezes confundidas com ferrões). Aquelas que fazem teias vistosas, absolutamente não têm interesse médico, pois seu veneno, como já foi dito, é muito pouco ativo para humanos.

As aranhas errantes (aquelas que vão em busca da presa) não fazem teia regular. Limitam-se a produzir fios de seda para forrar o ambiente onde vivem. Nem todas as aranhas que são errantes e não fazem teia regular são de interesse médico; porém, todas as de interesse médico são errantes.



ARANHAS

Ordem Araneae - Aranhas
As aranhas são os aracnídeos mais numerosos. Possuem distribuição bastante ampla, desde ambientes aquáticos, até aqueles extremamente secos, podendo ainda ocorrer desde o nível do mar até as montanhas mais altas

Todas são predadoras, alimentando-se principalmente de insetos, podendo ocasionalmente algumas caranguejeiras alimentar-se de pequenos vertebrados que são mortos pelo veneno injetado com picada.

Tempo de vida
Varia de acordo com a espécies considerada, algumas vivem cerca de um ano, enquanto que outras quando em cativeiro podem viver até 20 anos.



ARANHAS
As aranhas pertencem ao filo dos artrópodes, habitam praticamente todas as regiões da terra, sendo encontradas nos diferentes ecossistemas, inclusive a água.
Estes animais podem viver em teias geométricas ou irregulares, em buracos no solo, fendas de barrancos, árvores, sob troncos podres, cupinzeiros, e bromélias. Podem ser encontrados também em áreas ocupadas pelo homem.
São animais carnívoros. Alimentam-se principalmente de insetos, podendo alimentar-se de presas maiores como pequenas lagartixas, rãs, peixes, roedores e filhotes de pássaros. Os predadores são pássaros, lagartos, sapos, rãs, escorpiões e parasitas diversos, além do próprio homem. A maioria das espécies de aranhas têm vida solitária, mas algumas espécies tem hábitos sociais. Algumas espécies vivem poucos meses, enquanto outras, principalmente caranguejeiras, podem viver até 25 anos, de acordo com observações realizadas em cativeiro.

Morfologia
O corpo das aranhas é dividido em duas partes, o cefalotórax e o abdome, unidos por um tubo estreito (pedicelo) por onde passam o intestino, nervos e a hemolinfa.
No cefalotórax encontram-se articulados 6 pares de apêndices.
Um par de quelíceras, associadas à glândulas de veneno, com ferrões. Estes ferrões são utilizados para inocular veneno; manipular e apreender os alimentos.
Um par de pedipalpos, funcionando como órgão sensorial. Nos machos o último segmento é diferenciado em bulbo copulador.
Quatro pares de pernas para locomoção.
No cefalotórax também estão situados os olhos, geralmente em número de oito, organizados em duas ou três fileiras. A disposição destes olhos, a curvatura das fileiras e as distâncias interoculares são utilizadas para identificação dos gêneros e espécies.
O abdome, em geral, não apresenta segmentação. Na sua região posterior estão situadas as fiandeiras e nelas localizam-se as aberturas das glândulas produtoras da seda. A seda produzida é utilizada na fabricação de teias de captura de alimento, construção de ootecas, etc.

Aranhas de interesse médico
Todas as aranhas têm veneno e podem causar acidentes. Mas nem todas são responsáveis por acidentes humanos graves, devido a fatores como a baixa toxicidade do veneno para seres humanos, pequena quantidade de veneno injetado, quelíceras incapazes de perfurar a pele.
No Brasil apenas três gêneros, com cerca de 20 espécies, podem causar envenenamentos graves em humanos, Latrodectus (viúva negra), Loxoceles (aranha marrom) e Phoneutria (armadeira). Os acidentes causados por Lychosa (aranha de grama) e caranguejeiras, são destituídos de maior importância.

Principais características das aranhas venenosas do Brasil
Phoneutria Aranha-armadeira


Acidentes
Não foge quando surpreendida, coloca-se em posição de ataque, isto é, apoia-se nas pernas traseiras, ergue a dianteira e procura picar.
Principais espécies e distribuição geográfica
P. fera: região amazônica.
P. nigriventer: ES, MS, MG, RJ, SP, PR, SC e RS.
P. reidyi: região amazônica.

Loxosceles
Aranha-marrom


Principais espécies e distribuição geográfica
L. adelaide: Rio de Janeiro.
L. amazonica: Norte e Nordeste do Brasil.
L. gaúcho: SP e MG.
L. hirsuta: Sul do Brasil.
L. intermedia: Sul do Brasil.
L. laeta: espécie introduzida que ocorre em laguns focos isolados no Brasil.
L. simili: SP e MG.

Latrodectus
Viúva-negra


Principais espécies e distribuição geográfica
L. geometricus: em todo o Brasil.
L. curacavienses: em todo o Brasil.
L. mactans: em todo o Brasil.



ARANHAS
A convivência com esses seres é inevitável pois existe cerca de 35000 espécies de aranhas em todo o mundo com exceção das regiões frias. Apesar de existirem em todos os ambientes, poucas são as espécies de causam danos ao homem. Todas produzem veneno e são peçonhentas, por ser indispensável ao seu modo carnívoro e também à digestão do alimento. Em alguns casos o veneno produzido é extremamente tóxico.

As aranhas estão classificadas na Classe Arachnida, cujos representantes conhecidos são, além delas, os escorpiões, os ácaros e carrapatos. A ordem na qual as aranhas se inserem é a Ordem Araneae. Os representantes dessa ordem apresentam o corpo divido em cafalotórax e abdome, tal como nos crustáceos.

Morfologia
As aranhas possuem o cefalotórax unido ao abdome por um pedículo. Na região anterior do cefalotórax, estão oito olhos simples e alguns apêndices articulados. As quelíceras são estruturas adaptadas para a captura do alimento, e apresentam a extremidade em forma de garra, dotada de um orifício em que se abre a glândula do veneno. Outro par de apêndices são pedipalpos, úteis para triturar alimentos e, nos machos, para a deposição dos espermatozóides.


Morfologia Externa

No corpo das aranhas, as patas articuladas são quatro pares, e não há antenas. Na porção mais posterior do corpo, abrem-se as fiandeiras, estruturas por onde saem os fios de seda e responsáveis por tecê-los, na formação das teias. A seda é produzida pelas glândulas sericígenas, localizadas no abdome. Ao ser exteriorizada, a seda solidifica-se ao contato com o ar. As teias servem como abrigo, proteção, local de acasalamento e armadilha para a captura de insetos e de outros animais, principal alimentação das aranhas.

Sistemas
O sistema digestivo é completo, e possuem hepatopâncreas. Muitas aranhas, ao inocularem o veneno na presa, inoculam também enzimas digestivas, que realizam digestão extracorporal. Após certo tempo, essas aranhas simplesmente sugam os tecidos do animal morto, já liquefeitos e parcialmente digeridos.

O sistema circulatório é aberto, e o sangue contém hemocianina. A respiração é traqueal, único sistema presente em aracnídeos pequenos. Nos maiores, como nos escorpiões e em muitas aranhas, há uma abertura ventral no abdome, que se comunica com os pulmões foliáceos. A estrutura interna desses órgãos assemelha-se a um livro com as folhas entreabertas, cujas lâminas delgadas são vascularizadas e permitem a ocorrência de trocas gasosas entre o sangue e o ar. Esse tipo especial de respiração pulmonar é chamada respiração filotraqueal.

A excreção é realizada por meio de tubos de Malpighi e, em aracnídeos maiores, pelas glândulas coxais, localizadas no cefalotórax. O produto de excreção nitrogenada mais importante, nesses animais, é a guanina.

Reprodução
As aranhas possuem sexos separados (dióicos), porém freqüentemente os machos são menores que as fêmeas, podendo distinguí-los que apresentam no ápice dos palpos.

Na época da reprodução, o macho tece um casulo de seda, no qual deposita uma gotícula com os espermatozóides; estes são tomados nas cavidades de seus palpos, para mais tarde serem introduzidos na cavidade genital da fêmea, onde ficam armazenados no receptáculo seminal. Após a fecundação, a fêmea deposita os ovos envolvendo-os com um casulo de seda denominado ooteca.



ARANHAS
As aranhas são animais carnívoros, alimentando-se principalmente de insetos, como grilos e baratas. Muitas têm hábitos domiciliares e peridomiciliares. Apresentam o corpo dividido em cefalotórax e abdome. No cefalotórax articulam-se os quatro pares de patas, um par de pedipalpos e um par de quelíceras. Nas quelíceras estão os ferrões utilizados para inoculação do veneno.

ARANHAS PEÇONHENTAS
No Brasil existem três gêneros de aranhas de importância médica: Phoneutria, Loxosceles e Latrodectus. Os acidentes causados por Lycosa (aranha-de-grama), bastante freqüentes e pelas caranguejeiras, muito temidas, são destituídos de maior importância.

APECTOS CLÍNICOS
São três gêneros de importância médica no Brasil: Phoneutria, Loxosceles e Latrodectus, responsáveis por quadros clínicos distintos.
Foneutrismo: os acidentes causados pela Phoneutria sp representam a forma de araneísmo mais comumente observada no país. Apresentam dor local intensa, freqüentemente imediata, edema discreto, eritema e sudorese local.

Loxoscelismo: são descritas duas variedades clínicas:
Forma Cutânea: é a mais comum, caracterizando-se pelo aparecimento de lesão inflamatória no ponto da picada, que evolui para necrose e ulceração.
Forma Cutâneo-Visceral: além de lesão cutânea, os pacientes evoluem com anemia, icterícia cutâneo-mucosa, hemoglobinúria. A insuficiência renal aguda é a complicação mais temida. O tratamento soroterápico está indicado nas duas formas clínicas do acidente por Loxosceles. Dependendo da evolução, outras medidas terapêuticas deverão ser tomadas.
Latrodectismo: quadro clínico caracterizado por dor local intensa, eventualmente irradiada. Alterações sistêmicas como sudorese, contraturas musculares, hipertensão arterial e choque são registradas.

SOROS
O Soro Antiaracnídico é utilizado nos acidentes causados por aranhas dos gêneros Loxosceles e Phoneutria.
O Soro Antiloxocélico é utilizado nos acidentes causados por aranhas do gênero Loxosceles.
O Soro Antilatrodetico (importado da Argentina) é utilizado nos acidentes causados por aranhas do gênero Latrodectus.

EPIDEMIOLOGIA
São notificados anualmente cerca de 5.000 acidentes com aranhas no país. A predominância destas notificações são nas regiões Sul e Sudeste, dificultando uma análise mais abrangente do acidente em todo o país. Em face das informações disponíveis pode-se considerar:
Os acidentes por Phoneutria aumentam significativamente no início da estação fria (abril/maio), enquanto os casos de loxoscelismo sofrem incremento nos meses quentes do ano (outubro/março). Isso pode estar relacionado ao fato de que no Sul e Sudeste, as estações do ano são melhor definidas quando comparadas às demais regiões do país.
A maioria dos acidentes por Phoneutria foram notificados pelo estado de São Paulo. com respeito aos acidentes por Loxosceles, os registros provêm das regiões Sudeste e Sul, particularmente no estado do Paraná, onde se concentra a maior casuística de Loxoscelismo do país. A partir da década de 80, começaram a ser relatados acidentes por viúva-negra (Latrodectus) na Bahia e, mais recentemente, no Ceará.


ARANHAS
As aranhas compõem a ordem mais numerosa dos aracnídeos, sendo consideradas válidas cerca de 35.000 espécies em todo o mundo, embora, segundo alguns autores, este número possa chegar a 100.000. Habitam praticamente todas as regiões do planeta, incluindo uma espécie aquática. Muitas espécies vivem próximas, e até mesmo dentro de habitações humanas, favorecendo a ocorrência de acidentes. O veneno, produzido por duas glândulas situadas na região das quelíceras, pode ser utilizado na captura de presas e como defesa. Poucas espécies podem causar acidentes com envenenamento humano importante. No mundo, são conhecidas 35.000 espécies de aranhas, distribuídas em mais de 100 famílias, porem, somente cerca de 20 a 30 espécies, são consideradas perigosas para o homem. No Brasil, as espécies mais representativas pertencem aos gêneros Phoneutria , Loxosceles e Latrodectus .



Etimologia: O termo aranha é derivado da palavra latina araneus, aranea.

BIOLOGIA
Reprodução
O dimorfismo sexual nas aranhas, é caracterizado pela presença de bulbo copulador (localizado nas extremidades dos pedipalpos) nos machos.

O acasalamento ocorre com o macho introduzindo o bulbo copulador, contendo o esperma, na abertura genital da fêmea. Após o acasalamento, o conteúdo espermático fica armazenado numa estrutura denominada espermateca. Os ovos são fertilizados no momento em que a fêmea realiza a postura. Para armazená-los, é construída uma bolsa, elaborada com fios de seda, chamada ooteca. A fêmea permanece junto a ooteca, até o momento da eclosão dos filhotes. As aranhas, bem como os escorpiões, possuem o corpo recoberto de quitina, (exoesqueleto), que é trocado periódicamente até a maturidade. As fêmeas das aranhas caranguejeiras, realizam anualmente a troca de pele, mesmo depois de adultas.



Alimentação
São carnívoras, alimentando-se de insetos e pequenos invertebrados. Algumas espécies de caranguejeiras da Amazônia são capazes de predar roedores e pequenos pássaros.

Habitat
Vivem no meio terrestre, desde as Ilhas próximas à região Ártica até os limites sulinos dos continentes, em teias geométricas ou irregulares, em buracos, cupinzeiros, sob troncos caídos, cascas de árvores, bem como, próximo e dentro das moradias.

Inimigos
Lagartixas, sapos, rãs, algumas espécies de peixes e pássaros, podem ser considerados inimigos naturais.

ESPÉCIES PERIGOSAS
No Brasil, as espécies de aranhas que costumam causar acidentes com envenenamento humano pertencem aos gêneros Phoneutria , Loxosceles e Latrodectus .

Phoneutria nigriventer (aranha armadeira) : coloração marrom, com pares de manchas ao longo da parte dorsal do abdômen; possuem oito olhos em três filas: 2:4:2; de 4 a 5 cm de corpo, podendo atingir até 12 cm, incluindo as pernas. Vivem em bananeiras, sob troncos caídos, bem como, próximo e dentro das moradias; não fazem teia e assumem posição de defesa quando se sentem ameaçadas.



Distribuição: ES, MG, MS, GO, RJ, SP, PR, SC, RS.

Loxosceles spp (aranha marrom) : coloração marrom avermelhado; cefalotórax achatado; seis olhos em três pares; apresentam até 1 cm de corpo e 3 a 4cm incluindo as pernas. Costumam alojar-se em fendas de barrancos, pilhas de telhas, cavernas, sob cascas de árvores, bem como, próximo e dentro das moradias.



Distribuição:
Loxosceles amazonica - Norte e Nordeste do Brasil.

Loxosceles similis - PA, MG, SP, MS.

Loxosceles gaucho - MG, SP, PR, SC.

Loxosceles intermedia - GO, Sudeste e Sul do Brasil.

Loxosceles adelaida - SP, RJ.

Loxosceles hirsuta - MG, SP, PR, RS.

Loxosceles laeta - PB, MG, SP, RJ, PR, SC, RS.

Loxosceles puortoi - TO.

Latrodectus geometricu (viúva-negra): apresentam abdômen globoso de colorido marrom-acinzentado com um desenho em forma de ampulheta na cor alaranjada na região ventral do abdômen; oito olhos em duas filas: 4:4; fêmeas com 1 cm de tamanho de corpo; machos, com apenas alguns milímetros de corpo. Constroem teias tridimensionais em meio a plantações, beiras de barrancos, entre as folhas de arbustos; costumam construir seus refúgios em batentes de portas e beirais das janelas.

Distribuição: cosmotropical

Latrodectus curacaviensis (viúva-negra): conhecida como flamenguinha e aranha barriga vermelha. Possui abdômen globoso de coloração preta com faixas vermelhas e, por vezes, alaranjada; apresenta no ventre uma mancha vermelha em forma de ampulheta; oito olhos em duas filas: 4:4; fêmeas com 1 cm de tamanho; machos muito menores com apenas alguns milímetros de corpo; constroem teias tridimensionais em áreas de plantações, vegetação rasteira, sauveiros, cupinzeiros, materiais empilhados, objetos descartados, montes de lenha, beiras de barrancos e no interior das moradias.

Distribuição: CE, RN, BA, ES, RJ, SP, RS.

Lycosa erythrognatha (aranha-de-grama, aranha-de-jardim, aranha-lobo e tarântula): são freqüentemente encontradas em todo o Brasil. Apesar de causarem acidentes com freqüência, seu veneno não é considerado perigoso para o homem. Apresentam coloração marrom-clara, por vezes acinzentada. Atingem de 4 a 5 cm de comprimento e possuem, no dorso do abdômen, um desenho negro em fora de seta. O ventre é negro e as quelíceras são recobertas por pêlos avermelhados ou alaranjados.

Aranhas caranguejeiras
São freqüentemente temidas por causa da aparência e tamanho, muitas vezes chegando a atingir 10 cm de corpo e 30 cm de envergadura, porém, no Brasil não são conhecidas espécies responsáveis por envenenamento humano. As picadas costumam provocar apenas dor de pequena intensidade e de curta duração. Vivem, em geral, em locais afastados do homem (árvores, cupinzeiros, buracos em barrancos e galerias subterrâneas). O ferrão em posição vertical, reduz a eficiência do mecanismo de picada. Assim, raramente causam acidentes, principalmente espécies peludas e de grande porte. Além da inoculação de veneno, possuem outro mecanismo de defesa, inclusive mais freqüentemente utilizado, que consiste em atritar vigorosamente as pernas traseiras no abdômen, espalhando uma nuvem de pêlos com ação irritante em direção ao inimigo. Os pêlos podem causar alergias com manifestações cutâneas ou problemas nas vias respiratórias altas.

ARANHAS
As aranhas são animais carnívoros, alimentando-se principalmente de insetos, como grilos e baratas. Muitas têm hábitos domiciliares e peridomiciliares. Apresentam o corpo dividido em cefalotórax e abdômen. No cefalotórax articulam-se os quatro pares de patas, um par de pedipalpos e um par de quelíceras, onde estão os ferrões utilizados para inoculação do veneno.

Armadeira (Phoneutria sp) De cor cinza ou castanho escuro, corpo e pernas com pêlos curtos e vermelhos perto dos ferrões, atingem até 17cm quando adultas, incluindo as pernas (o corpo de 4 a 5cm). A armadeira é encontrada em terrenos baldios, sob cascas de árvores, cachos de bananas e até dentro de casas em calçados. Sai para caçar em geral à noite. É muito agressiva, assumindo postura ameaçadora (daí seu nome). Apresenta uma dor intensa no local da picada. É encontrada na Região Amazônica, nos Estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. Tratamento: o tratamento consiste na aplicação local de anestésico e, nos casos mais graves, deve ser usado o soro antiaracnídico. Aranha Marrom (Loxosceles sp)e cor marrom amarelada, sem manchas, abdômen em forma de caroço de azeitona, atinge de 3 a 4cm incluindo as pernas. Vive em teias irregulares que constrói em tijolos, telhas, cantos de parede. Não é agressiva e os acidentes são raros mas, em geral, graves. Os primeiros sintomas de envenenamento são uma sensação de queimadura e formação de bolhas e escurecimento da pele no local da picada. É encontrada em várias regiões do país, principalmente no Estado de Santa Catarina. Tratamento: o tratamento é feito com soro aracnídico ou antiloxoscélico. Aranha de Grama, Aranha de Jardim ou Tarântula (Lycosa sp) De cor acinzentada ou marrom, com pêlos vermelhos perto dos ferrões e uma mancha escura em forma de flecha sobre o corpo. Atinge até 5cm, incluindo as pernas. Vive em gramados e os acidentes]são freqüentes, porém sem gravidade. É encontrada, praticamente, em todo o país.

Tratamento: não há necessidade de tratamento com soro. Viúva Negra (Latrodectus sp) De cor preta, com manchas vermelhas no abdômen. A fêmea mede de 2,5 a 3cm, o macho é 3 a 4 vezes menor. Vive em teias que constrói sob vegetação rasteira, em arbustos, barrancos. São conhecidos poucos acidentes no Brasil, de pequena e média gravidade. É encontrada, praticamente, em todo o país. Tratamento: o tratamento consiste na aplicação local de anestésico e, nos casos mais graves, deve ser usado o soro antilatrodectus. Caranguejeira (Mygalomorphae) Aranha de porte geralmente grande, na cor marrom escuro, com pêlos compridos nas pernas e no abdômen. Pode atingir até 25cm com as patas estendidas. Embora muito temida, os acidentes são raros, ocorrendo apenas uma dermatite pela ação irritante dos pêlos do abdômen, que se desprendem quando o animal se sente ameaçado. É encontrada, praticamente, em todo o país. Tratamento: não há necessidade de tratamento com soro. Medidas Preventivas

Usar calçados e luvas nas atividades rurais e de jardinagem.
Examinar e sacudir calçados e roupas pessoais, de cama e banho, antes de usá-las.
Afastar camas das paredes e evitar pendurar roupas fora de armários.
Não acumular lixo orgânico, entulhos e materiais de construção.
Limpar o domicílio, observando atrás de móveis, cortinas e quadros.
Vedar frestas e buracos em paredes, assoalhos, forros, meia-canas e rodapés. Utilizar vedantes em portas, janelas e ralos.
Limpar locais próximos das casas, evitando folhagens densas junto delas e aparar gramados

ARANHAS VENENOSAS
Das milhares de espécies existentes no Brasil, poucas oferecem perigo ao homem. No entanto, algumas espécies, abaixo apresentadas, podem provocar envenenamento, com acidentes eventualmente fatais, principalmente em crianças.

Aranhas venenosas:

As aranhas armadeiras possuem cor cinza ou castanho escuro e pelos curtos no corpo e nas pernas. Próximo aos ferrões os pelos são vermelhos. Quando adultas, chegam a atingir até 17 cm de comprimento, incluindo as pernas. O corpo tem de 4 a 5 cm. Não fazem teias, são errantes e solitárias, podendo ser encontradas em lugares escuros, vegetação (cachos de bananas, por exemplo). Podem entrar por debaixo das portas das residências, escondendo-se dentro de calçados.

Geralmente à noite saem para caçar. São muito agressivas e assumem postura ameaçadora, "armando o bote", de onde vem seu nome. São comuns os acidentes, podendo ser graves para crianças menores de 7 anos. O sintoma predominante é uma dor intensa no local da picada. O tratamento em geral consiste de aplicação local de anestésico e, em casos graves, de aplicação do soro antiaracnídico.

Possui cor amarelada, sem manchas. Chega a atingir de 3 a 4 cm, incluindo as pernas. O corpo atinge de 1 a 2 cm. Os pêlos são poucos, curtos, quase invisíveis. Essas aranhas vivem em teias irregulares, semelhantes a um lençol de algodão, construídas em tijolos, telhas, tocos de bambu, barrancos, cantos de parede, garagens, geralmente em lugares escuros. Não são agressivas e os acidentes são raros, porém geralmente graves. Os primeiros sintomas de envenenamento são uma sensação de queimadura e formação de ferida no local da picada. O tratamento é feito com soro antiaracnídico ou antiloxoscélico.

Possui cor acinzentada ou marrom, com pêlos vermelhos perto dos ferrões e uma mancha escura em forma de flecha sobre o corpo. Atinge até 5 cm de comprimento, incluindo as pernas. O corpo atinge de 2 a 3 cm. Vivem em gramados e residências. Os acidentes são freqüentes, porém não são graves, não necessitando de tratamento com soro.

As caranguejeiras são aranhas geralmente grandes, com pêlos compridos nas pernas e no abdômen. Embora sejam muito temidas, os acidentes com elas são raros e sem gravidade, e por isso não se produz soro contra seu veneno.

Possui cor preta, com manchas vermelhas no abdômen e às vezes nas pernas. São aranhas pequenas: a fêmea tem de 2,5 a 3 cm (o corpo com 1 a 1,5 cm) e o macho é de 3 a 4 vezes menor. Vivem em teias que constroem sob vegetação rasteira, em arbustos, plantas de praia, barrancos, etc., em lugares escuros. Conhecem-se no Brasil apenas alguns acidentes de pequena e média gravidade, não se produzindo soro contra as espécies brasileiras.

As aranhas que constroem teias aéreas de forma geométrica (circular, triangular, etc.), como as espécies de Nephila e outras, não oferecem perigo, mesmo quando são de tamanho grande.

ARANHAS VENENOSAS
Das milhares de espécies existentes no Brasil, poucas oferecem perigo ao homem. No entanto, algumas espécies, abaixo apresentadas, podem provocar envenenamento, com acidentes eventualmente fatais, principalmente em crianças.

Aranhas venenosas:
Phoneutria sp.


As aranhas armadeiras possuem cor cinza ou castanho escuro e pelos curtos no corpo e nas pernas. Próximo aos ferrões os pelos são vermelhos. Quando adultas, chegam a atingir até 17 cm de comprimento, incluindo as pernas. O corpo tem de 4 a 5 cm. Não fazem teias, são errantes e solitárias, podendo ser encontradas em lugares escuros, vegetação (cachos de bananas, por exemplo). Podem entrar por debaixo das portas das residências, escondendo-se dentro de calçados.

Geralmente à noite saem para caçar. São muito agressivas e assumem postura ameaçadora, "armando o bote", de onde vem seu nome. São comuns os acidentes, podendo ser graves para crianças menores de 7 anos. O sintoma predominante é uma dor intensa no local da picada. O tratamento em geral consiste de aplicação local de anestésico e, em casos graves, de aplicação do soro antiaracnídico.

Loxosceles sp.

Possui cor amarelada, sem manchas. Chega a atingir de 3 a 4 cm, incluindo as pernas. O corpo atinge de 1 a 2 cm. Os pêlos são poucos, curtos, quase invisíveis. Essas aranhas vivem em teias irregulares, semelhantes a um lençol de algodão, construídas em tijolos, telhas, tocos de bambu, barrancos, cantos de parede, garagens, geralmente em lugares escuros. Não são agressivas e os acidentes são raros, porém geralmente graves. Os primeiros sintomas de envenenamento são uma sensação de queimadura e formação de ferida no local da picada. O tratamento é feito com soro antiaracnídico ou antiloxoscélico.
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Possui cor acinzentada ou marrom, com pêlos vermelhos perto dos ferrões e uma mancha escura em forma de flecha sobre o corpo. Atinge até 5 cm de comprimento, incluindo as pernas. O corpo atinge de 2 a 3 cm. Vivem em gramados e residências. Os acidentes são freqüentes, porém não são graves, não necessitando de tratamento com soro.

Caranguejeiras

As caranguejeiras são aranhas geralmente grandes, com pêlos compridos nas pernas e no abdômen. Embora sejam muito temidas, os acidentes com elas são raros e sem gravidade, e por isso não se produz soro contra seu veneno.

Possui cor preta, com manchas vermelhas no abdômen e às vezes nas pernas. São aranhas pequenas: a fêmea tem de 2,5 a 3 cm (o corpo com 1 a 1,5 cm) e o macho é de 3 a 4 vezes menor. Vivem em teias que constroem sob vegetação rasteira, em arbustos, plantas de praia, barrancos, etc., em lugares escuros. Conhecem-se no Brasil apenas alguns acidentes de pequena e média gravidade, não se produzindo soro contra as espécies brasileiras.

As aranhas que constroem teias aéreas de forma geométrica (circular, triangular, etc.), como as espécies de Nephila e outras, não oferecem perigo, mesmo quando são de tamanho grande.

COMO CAPTURAR ARANHAS


Inverta um recipiente qualquer (vidro, lata ou caixa de madeira) sobre o animal;



Introduza delicadamente uma folha de papel por baixo do animal;



Desvire o recipiente com cuidado e tampe evitando gestos bruscos e
em seguida, fure a tampa e coloque junto ao animal um chumaço de algodão embebido em água.

Observações:
1. Não submeta a aranha ao calor ou ao frio excessivos e coloque apenas uma por recipiente.
2. As aranhas capturadas podem ser entregues pessoalmente ou enviadas ao Instituto Butantan.
3. Se o recipiente for de vidro, proteja-o para que não se quebre durante o transporte.

MORFOLOGIA DAS ARANHAS
Os artrópodes possuem esqueleto externo -- exosqueleto, uma estrutura dura, quitinosa, que reveste seu corpo. Os aracnídeos são artrópodes sem antenas, com quatro pares de patas torácicas e um par de palpos. Respiram por meio de filotraquéias, pulmões foliares, como páginas de um livro. Seu corpo é dividido em cefalotórax e abdômen. As aranhas se distinguem de outros aracnídeos por terem a cabeça e o tórax separados do abdômen por uma estreita cintura.

Todas as aranhas produzem seda, mas só algumas constroem teias para capturar os animais de que se alimentam. As outras usam as teias como moradas e para proteger seus ovos.

Todas as aranhas possuem glândulas produtoras de veneno, porém muito poucas são perigosas para os humanos. As aranhas são carnívoras e alimentam-se apenas de líquidos: elas cospem, exsudam ou injetam sucos digestivos em suas presas e depois sorvem o caldo resultante.

A maior de todas as aranhas que se conhecem é a aranha Golias, cuja fêmea é capaz de atingir, quando adulta, cerca de 25 cm, incluindo as pernas. E existem aranhas tão pequenas que seu corpo não atinge sequer 1 milímetro.

Ecdise (mudança de pele)
As aranhas precisam trocar de pele periodicamente, de 5 a 7 vezes, durante o período de crescimento. Aranhas que vivem muito, como as tarântulas, que vivem até 25 anos, trocam de pele a cada ano. Mesmo depois de terem crescido o suficiente, a pele precisa ser trocada porque fica gasta.

Morfologia e Biologia das Aranhas:


A aranha apresenta o corpo dividido em uma parte anterior, o cefalotórax ou prosoma, e uma parte posterior, o abdômen ou opistosoma, ligados por uma estreita haste, o pedúnculo. O conjunto de cabeça e tórax é revestido externamente por uma carapaça quitinosa.

As quelíceras constituem o primeiro par de apêndices da cabeça e constituem-se de dois segmentos, um largo e forte, chamado basal, e o terminal, em forma de garra ou ferrão. O ferrão é feito de quitina espessa, geralmente negra, e termina em ponta muito fina. As garras de uma aranha são usadas para segurar, picar e triturar a presa. A maioria das aranhas usa veneno para matar suas presas. Na ponta das garras ficam duas estruturas semelhantes a seringas, ocas e pontiagudas, usadas para picar o corpo da presa e injetar o veneno, que é produzido em glândulas especiais.

O segundo par de apêndices da cabeça é formado pelos palpos, que têm aspecto semelhante ao das pernas e são formados pelas seguintes partes: coxa, trocânter, fêmur, patela, tíbia e tarso.

A boca da aranha se situa entre os palpos. Entre a boca e o estômago existe uma estrutura formada de milhares de pêlos finos, que funcionam como um sensível filtro, onde só partículas menores que 1 µm são capazes de passar. Com isso, a aranha é protegida da entrada de bactérias, vírus e outras formas de vida nocivas a ela.

A maioria das aranhas têm 8 olhos. Algumas têm 6, 4 ou 2 olhos, ou mesmo nenhum. Algumas aranhas de caverna são cegas.

O tórax, como a cabeça, também é coberto, na parte dorsal, pela carapaça. Na parte ventral, fica o esterno, que se estende desde o lábio até as coxas dos quarto par de pernas. Nas Caranguejeiras, muitas vezes, se observam 4 pares de manchas sem pêlos, as sigilas. Os 4 pares de pernas apresentam, cada um, as seguintes articulações: coxa, trocânter, fêmur, patela, tíbia, metatarso e tarso com 2 ou 3 garras.

Em muitas Caranguejeiras (Grammostola, Acanthoscurria, Lasiodora, etc.) existem aparelhos estridulantes, ou seja, capazes de emitir som áspero e agudo, situados na face anterior das coxas ou dos trocânteres do primeiro par de pernas, assim como na face posterior das mesmas articulações dos palpos.

Em alguns tipos de aranhas que constroem teias, na face superior dos metatarsos há uma ou duas filas de cerdas chamadas calamistro, que funcionam como um pente para a colocação de "certos fios, que se entrelaçam como 'fios de crochet'" (Wolfgang Bücherl, As Aranhas).

Abdômen
O abdômen tem forma ovóide e envoltório quitinoso tão tenro que pode se dilatar -- o que acontece depois de um farto repasto ou para desenvolvimento de ovos -- ou pode se enrugar, como acontece durante um jejum prolongado.

O aparelho respiratório das aranhas funciona por meio de pulmões (pulmões foliares) e por traquéias. Existem aranhas que têm apenas pulmões e aranhas que têm apenas traquéias. A maioria tem ambos os tipos.

As aranhas possuem circulação de sangue em seu organismo. É um sangue incolor, chamado hemolinfa, que além de transportar nutrientes, hormônios, oxigênio e células, serve também para elevar a pressão durante a muda (desprendimento da pele velha). O coração situa-se na parte dorsal do abdômen.

Os pêlos e setas ocos e inervados, ao longo de toda a superfície do corpo, formam os órgãos do tato. Os pêlos longos e finos, localizados principalmente nos tarsos e metatarsos das pernas e palpos, podem transmitir às aranhas qualquer rajada de vento ou sopro.

As fiandeiras são os órgãos de tecelagem e situam-se no final do abdômen, antes do ânus. Podem ser em número de duas, quatro ou seis. Nos ápices das fiandeiras e em seus declives laterais fica o campo tecedor, sobre os quais localizam-se as fúsulas, tubos quase microscópicos, por onde sai o líquido das glândulas produtoras de seda. Este líquido solidifica-se em contato com o ar, para formar os fios de seda.

REPRODUÇÃO
As aranhas possuem sexos separados (dióicos), porém frequentemente os machos são menores que as fêmeas, podendo distinguí-los que apresentam no ápice dos palpos.

Na época da reprodução, macho tece um casulo de seda, no qual deposita uma gotícula com os espermatozóides; estes são tomados nas cavidades de seus palpos, para mais tarde serem introduzidos na cavidade genital da fêmea, onde ficam armazenados no receptáculo seminal. Após a fecundação, a fêmea deposita os ovos envolvendo-os com um casulo de seda denominado ooteca.

Seda
Nada mais é que uma proteína secretada por uma glândula abdominal, que ao sair pelas fiandeiras, solidificam-se em contacto com o ar. Muitas aranhas tecem suas teias usando fios espirais e radiais para capturar suas vítimas. Os fios em espiral são viscosos onde os insetos grudam, e os radiais são apenas de seda por onde a aranha transita livrimente.

TEIA E A SEDA DA ARANHA
As diversas glândulas (existem 7 tipos, que nunca ocorrem na mesma aranha) localizadas no abdômen da aranha produzem diversos tipos de fio de seda, cada qual com finalidade diferente: fios para encapsulamento da presa (glândulas aciniformes); fios para formar a "moldura", raios e espirais da teia (glândulas ampoladas); fios para formar os casulos (glândulas tubuliformes), etc.

O diâmetro médio de um fio de seda em uma teia de aranha esférica é de cerca de 0,15µm. Graças à reflexão da luz do sol no fio somos capazes de ver a teia, pois o olho humano, a uma distância de 10 cm, só consegue detectar objetos com um diâmetro de 25 µm. Uma das características extraordinárias da seda da aranha é sua resistência. Um fio de seda de aranha com uma espessura mínima seria capaz de parar um bezouro voando com velocidade plena. Se o fio tivesse a espessura de um lápis seria capaz de fazer parar um Boeing 747 em pleno vôo. Não apenas estes fios são fortes, como também são elásticos. Um fio comum de seda de aranha é capaz de estender-se por até 70 km sem se quebrar sob seu próprio peso! E pode ser esticado até 30 ou 40% de seu comprimento, sem quebrar-se, enquanto o nylon suporta apenas 20% de estiramento.

A seda da aranha é constituída principalmente de uma proteína que tem massa molecular de 30.000, enquanto dentro da glândula. Fora da glândula, ela se polimeriza para dar origem à fibroína, que tem massa molecular em torno de 300.000.

Muitas aranhas tecedeiras reciclam suas teias. A teia tem que ser renovada freqüentemente e como ela consome bastante recursos de nitrogênio da aranha, esta se realimenta da seda.

Os fios da seda de aranha já foram usados antigamente nos retículos de lunetas astronômicas, micrômetros e outros instrumentos óticos. Algumas tribos da América do Sul empregam as teias de aranha como hemostático em feridas. Pescadores da polinésia usam o fio da aranha Nephila, que é exímia tecedeira, como linha de pescar. Em Madagáscar, nativos capturavam as aranhas Nephila, e obtinham rolos de fios, que usavam para fabricar tecidos de cor amarelo-dourada.Também já se tentou produzir tecido a partir de fios obtidos de casulos, porém nenhuma destas atividades é prática ou econômica.

Como a aranha constrói sua teia?


Se você já teve a oportunidade de observar uma aranha em plena atividade de construção da teia, certamente percebeu que existe uma sabedoria intríseca em sua técnica: na maneira como ela estende primeiro os grandes eixos de sustentação da teia e, a partir daí, vai unindo esses fios de suporte e preenchendo os espaços vazios com fios radiais, rapidamente, dando origem a uma estrutura de impressionante geometria, além de grande resistência.

Uma boa pergunta seria: como a aranha consegue fazer a fixação inicial do fio, que ela produz de seu próprio corpo, entre duas superfícies às vezes sem contato -- entre dois galhos de uma árvore, por exemplo? A aranha não voa...Tendo fixado primeiramente o fio em um galho, o que ela faz para fixar a outra extremidade em outro galho? Sai andando pela árvore, carregando atrás de si o fio, sobe até o outro galho e de lá puxa o fio e o fixa no galho? Não, ela age de forma mais simples, usando o vento e um pouco de sorte.

A aranha produz os fios em quantidade e espessura adequadas, sendo que cada glândula produz fio de qualidade diferente. Existem fios adesivos e fios secos, não adesivos. Um finíssimo fio adesivo é liberado pelas fiandeiras e, enquanto a aranha vai tornando este fio cada vez maior, o vento o carrega até encontrar um ponto onde o fio fica aderido. Então, a aranha caminha com cuidado sobre este fio-guia, reforçando-o com um segundo fio.

O processo é repetido até que o fio esteja suficientemente forte. Depois disso, a aranha lança um outro fio, formando uma espécie de Y, abaixo do fio inicial. Esses são os três primeiros fios que formam o eixo da teia. Ao se observar uma teia de aranha, distinguem-se a moldura, os raios e a espiral. Existem muitas variações na construção da teia, conforme a espécie da aranha.

Algumas aranhas, constroem no centro da teia outra pequena espiral, ou uma rede de malhas, que funciona como "refúgio". A espiral de "captura" é especialmente construída para as presas e é feita com fios viscosos, adicionados paralelamente um ao outro. A espiral de captura deixa às vezes dois raios livres, de onde parte um fio especial, chamado "fio telefônico", que conduz ao refúgio da aranha, quando este é construído fora da teia. A aranha pode captar as vibrações deste fio, para informar-se sobre o tamanho e o tipo de presa que caiu na armadilha.

VENENO DA ARANHA
O veneno da aranha contém proteínas, polipeptídeos e aminas. Algumas dessas substâncias são capazes de interromper a comunicação entre o sistema nervoso e os músculos, causando paralisia em suas presas. Outras, podem causar morte das células, levando a necrose. Depois que a presa está morta, a aranha injeta enzimas de sua boca dentro do corpo da vítima, provocando a dissolução do seu conteúdo, que será em seguida sorvido pela aranha.



A letalidade do veneno difere entre os animais. O veneno de uma aranha "viúva negra" tem uma LD50 de 0,9 mg por kg, para o camundongo. Ou seja, 0,013 mg de veneno é bastante para matar um camundongo. Mas são necessários 2mg para matar um sapo. Assim, a letalidade varia para cada animal. Não se conhece a dose letal para os humanos. Normalmente se exagera muito a toxicidade do veneno das aranhas para o homem, mas sabe-se que ele pode causar distúrbios ao sistema nervoso, perturbações no ritmo cardíaco, cãimbras, tremores, vertigem, além de dor, podendo ser fatal apenas para crianças e pessoas de fraca constituição.

Espécies de Aranhas

AMAROBIIDAE
AGELENIDAE
ANYPHAENIDAE
ARANEIDAE
ARMADEIRA OU ARANHA DA BANANA
ARANHA - MaRROM
ATYPIDAE
CLUBIONIDAE
CTENZIDAE
DICTYNIDAE
DYSDERIDAE
ERESIDAE
FILISTATIDAE
LYCOSIDAE
MIMETIDAE
MITURGIDAE
NEMESIIDAE
OECOBIIDAE
TARÂNTULA
VIÚVA - NEGRA

ÁCARO

Os ácaros, ordem Acarina, são artrópodes que pertencem à classe dos aracnídeos (têm, por isso, oito patas). Existem cerca de 150 espécies no mundo inteiro. Os ácaros do pó doméstico são visíveis apenas ao microscópico e têm um tamanho que varia entre 200 e 500 micra. mm. A ordem Acarina inclui ainda duas famílias onde se classificam os carrapatos.



Espécies
Existem várias famílias, sendo as mais importantes a dos Pyroglyphidae (ácaros domésticos) e a dos Tyroglyphidae (ácaros de armazenamento). As principais espécies da primeira família são a Dermatophagoides pteronyssinus, Dermatophagoides farinae e o Euroglyphus maynei. As mais frequentes da segunda família são Acarus siro, Glyciphagus domesticus, Tyrophagus putrescentiae e Lepidoglyphus destructor. Em climas quentes, encontra-se a Blomia tropicalis. A família Sarcoptidae inclui animais parasitas como a carraça.

Habitat e reprodução
Nas habitações, os ácaros alimentam-se de escamas de pele humana e de animais. Por dia, o homem perde 1g destes pedaços de pele. Os ácaros abundam nos colchões, mantas de lã, almofadas de penas, tapetes, alcatifas, sofás e bonecos de peluche, desenvolvendo-se em condições óptimas de humidade superior a 70 a 80% e de temperatura superior a 20ºC. Em altitudes superiores a 1200 m, os ácaros deixam de ter boas condições de vida. Por este motivo, a estadia em regiões montanhosas pode conduzir ao alívio de certas alergias. Vivem 2 a 3 meses, durante os quais acasalam 1 a 2 vezes, dando origem a uma postura de 20 a 40 ovos. O período mais propício para o acasalamento é a Primavera e o Outono.

Alergologia
Os excrementos dos ácaros e os ácaros mortos dispersam-se em poeira fina, sendo inalados e podendo provocar alergias.

Os alergénios dos ácaros são bem conhecidos. Os antigénios major são Der p1 (D. pteronyssinus), Der f1 (D. farinae) e Eur m1 (Euroglyphus maynei).

Para que se dê a sensibilização aos ácaros é necessária uma taxa de antigénio Der p1 superior ou igual a 2 micra por grama de pó doméstico. Calcula-se que a prevalência da sensibilização aos ácaros na população geral seja de cerca de 10 a 20%. São os responsáveis pela maioria dos casos de rinite e asma alérgica perene, tendo também um papel importante na dermite atópica. Têm sido descritos alguns casos raros de anafilaxia após ingestão de alimentos contaminados por grandes quantidades de D. farinae (farinha, pizzas, peixe e legumes, entre outros).

Prevenção
As medidas preventivas de evicção para os ácaros domésticos reduzem os sintomas clínicos e são o primeiro passo no tratamento de doentes alérgicos aos ácaros. Destas medidas fazem parte:

arejamento diário dos quartos;

exposição ao ar e ao sol dos colchões, edredons e almofadas;

lavagem frequente a 60ºC dos colchões, edredons e almofadas;

aspiração regular e frequente dos colchões e tapetes com aspiradores munidos de filtros HEPA;

tratamento de colchões e tapetes com acaricidas;

utilização de coberturas anti-ácaros em poliuretano nos colchões, edredons e almofadas;

evicção de animais domésticos;

remoção de alcatifas;

lavagem semanal dos bonecos de peluche;

manutenção de uma atmosfera seca no interior das habitações (humidade relativa a 50 a 60 % e temperatura entre 18 e 20ºC);

controlo das medidas de evicção com o Acarext test (R), o qual estima o número de ácaros existentes.

Não está demonstrada a eficácia dos ionizadores e purificadores de ar, nem da ventilação mecânica.

A imunoterapia específica com vacinas está indicada nos doentes sensibilizados quando os sintomas clínicos não são controlados com a evicção e com o tratamento farmacológico dos sintomas.

Acaricidas
Acaricidas são substâncias químicas , não tóxicas para o homem, com capacidade para eliminar os ácaros domésticos.

Em Portugal, existem vários produtos acaricidas para o tratamento de alcatifas, tapetes, colchões, sofás e outros produtos têxteis, como o Acarosan (R) (benzoato de benzilo), Allersearch (R) ou NK neutro (R) (ácido tânico).

Acarex test
Acarex test é um estrangeirismo que designa um teste que permite avaliar a concentração de ácaros no pó de um ambiente. Baseia-se na determinação semi-quantitativa, pelo método colorimétrico, da guanina contida nas fezes dos ácaros.

CARRAPATO
Um carrapato ou carraça é um artrópode da ordem dos ácaros, classificado nas famílias Ixodidae ou Argasidae. São ectoparasitas hematófagos, responsáveis pela transmissão de inúmeras doenças.



Localização
Encontra-se difundido por toda a Terra, tanto no campo como na cidade, pois o principal motivo de sua ação é o ser humano ou animal de cujo sangue se alimenta, sendo por isso considerado hematófogo e um dos principais vetores de muitas doenças causadas por vírus, bactérias, protozoários e riquétsias, que transmitem doenças ao homem e animais.

Existem espécies microscópicas até 25 mm de diâmetro. Vivem em touceiras, capim, no chão, entre as madeiras em climas úmidos ou secos, em continentes como a África, América do Norte, América do Sul e América Central, Oceania e Ásia, enfim em qualquer lugar da Terra.
Forma

Os carrapatos geralmente têm a forma oval e quando em jejum são planos no sentido dorso-ventral, porém após se alimentarem ficam convexos e até esféricos.

Sua carapaça é composta por quitina, na forma de um exoesqueleto, bem resistente e firme em relação a sua pouca espessura.

Tipos
Há dois tipos:
Parasitas permanentes que ficam toda vida adulta em seus hospedeiros.
Parasitas temporários ou ecto-parasitas.

Danos ao hospedeiro
Pode causar danos de:
Natureza espoliativa - Quando extrai grande quantidade de sangue, quer pela sua quantidade, como pelo nível de infestação.

Ação tóxica - Causada pela saliva dos carrapatos, que para sugarem sangue por assim dizer injetam sua própria saliva no ponto em que introduzem seu aparelho sugador, para impedir a coagulação do sangue de suas vítimas, e essa saliva muitas vezes pode causar ação não apenas irritante como também tóxica ou alérgica;

Ação patogênica - Referente quanto à possibilidade que existe de se encontrarem infectados por diversos agentes causadores de enfermidades, tais como vírus, riquetzias, etc.como consequência transmitirem ao picar diversas moléstias, como a febre maculosa entre tantas.

Espécies
Entre as mais comuns, podemos citar:
Argas - Exemplo A. persicus, que ocorre em todo o Brasil, atinge mais as aves domésticas e selvagens, além do homem. É o transmissor para as aves, da Espiroquetose aviar, transmitindo também aos pombos a infecção paralítica causada pela Salmonella typhimurium.

Dermacentor - Neste gênero, está incluído o Dermacentos marginatus que vive mais no cavalo, cão e ovelha e é encontrado na Alemanha e zonas pantanosas do Hesse, além da Hungria, onde é apontado como transmissor da Piroplasmose esporádica do cavalo transmitido pelo vetor Babesia caballi.

Dermanyssus gallinae - Vulgarmente chamado de ácaro vermelho das aves, vive geralmente em galinheiros sem higiene, atacando pombos e galinhas, além de faisões, patos, gansos e aves canoras engaioladas. Durante o dia permanecem escondidos em fendas das instalações onde as aves se alojam, para saírem a noite, retornando a seus esconderijos quando de estômago cheio.

Haemaphysalis - Encontrado na Alemanha e no Oriente Médio, é o transmissor da Febre Q.

Hyalomma - Geograficamente encontrados na África, Ásia e região mediterrânea da Europa, na maioria dos casos utilizam-se de dois hospedeiros, principalmente cães e outros carnívoros e são transmissores da babesiose ao cão e aos eqüinos , assim como a Teileriose.

Ornithodorus - Este parasita localiza-se quase sempre no pavilhão auricular de seus hospedeiros, e transmite a febre recorrente, causada por um espiroqueta é denominada também de a Febre das Montanhas Rochosas (Riquetziose) nos EUA.

Rhipicephalus - O exemplar mais importante desse gênero, é o Rhipicephalus sangüíneas transmissor da Teileriose e Piroplasmose no cão. É encontrado no Brasil e na África , e em algumas zonas temperadas do mundo.

Ixodes - Vive entre os mais diversos animais mamíferos, inclusive aves domésticas e selvagens, répteis e o homem. A ação tóxica manifesta-se clinicamente por reações cutâneas com prurido e eritema, febre, podendo chegar até a paralisias com contraturas, algumas vezes podendo ter curso mortal.

No Brasil
Os carrapatos mais comuns no Brasil são:
Carrapato-de-boi (Boophilus microplus): que causa no gado a doença "Tristeza Bovina".

Carrapato-de-cavalo ou Carrapato Estrela (Amblyomma cajennense): é o que mais persegue o homem. Também infesta mamíferos domésticos e silvestres e aves. Em sua forma adulta, ele é conhecido como roduleiro. Fica grande, do tamanho de um feijão verde, ou até maior. A sua forma larval, o micuin, está nos pastos no período de março a julho. Este tipo de micuin, que pode ficar até 24 meses sem se alimentar, esperando um hospedeiro, no homem causa terrível coceira e chega haver inflamação.

Carrapato-de-galinha (Argas miniatus): que transmite aos galináceos a bouba, doença infecciosa semelhante à sífilis.

Carrapato-vermelho-do-cão (Rhipicephalus sanguineus): típico de cães e gatos. Os adultos preferem instalar-se na pele, entre o coxim plantar e as orelhas do cão. Sobem pelas cercas, muros, e espalham-se pelo canil, casa, etc. É de difícil controle.

Doenças trasmitidas ao ser humano
A encefalite humana, pode ser transmitida inclusive por carrapatos, a partir de portadores do vírus, tais como toupeira, ratos e aves, ao serem sugado sangues contaminados.

A espécie Ixodes ricinus, assim como outras espécies do gênero Dermacentor, são os causadores da moléstia denominada Paralisia em várias espécies animais, sobretudo na ovelha e no homem mais em crianças. Transmitida pela fêmea, fixando-se na região occipital próximo a coluna vertebral e centro respiratório, podendo provocar falta de coordenação motora no ato de andar, como tombos e mesmo incapacidade de permanecer em pé, seguindo-se vômitos e até morte do doente.

Tratamento antiparasitismo
O diagnóstico da infestação por esse parasita é muito fácil, efetuado pela simples visualização com vista desarmada desse hóspede, de permeio (procura) à pelagem ou plumagem dos animais, cuja presença também provoca coceira.

Se a infestação for pequena, a aplicação de graxas neutras, óleos ou glicerina provocará a oclusão dos estigmas respiratórios desses hóspedes indesejáveis, que após algumas horas facilmente se desprenderão dos locais em que estejam alojados.

Se for de grande quantidade, somente a aplicação de banhos sob a forma de imersão em banheiras especiais, denominados banheiras carrapaticidas, ou então a aspersão ou pulverização de substâncias especiais, denominadas carrapaticidas, poderá efetuar a eliminação desses hóspedes nocivos.

Produtos
Até pouco tempo atrás era utilizado o arsênico como carrapaticida, porém devido os acidentes que ocorreram por incúria na sua aplicação, foi o mesmo abandonado como meio de tratamento.

Algum tempo depois, também o DDT e o BHC, substâncias essas sintéticas cloradas e fosforadas foram também utilizadas como carrapaticidas, que também foram abandonadas pela ocorrência de intoxicações e mesmo mortes em animais tratados, e pelo efeito efetivamente cumulativo no organismo dessas substâncias.

Hoje, substâncias fosforadas sintéticas como o Assuntol, Trolene, Ruelene e Neguvon são as mais utilizadas como carrapaticidas em todo o mundo.

Prevenção
Para a prevenção dessa parasitose, os meios que mais têm funcionado são as aplicações sistemáticas de carrapaticidas nos animais. Para tal, as modernas banheiras carrapaticidas quer de imersão quer de aspersão ou pulverização são as melhores.

As aplicações devem guardar um intervalo característico para cada espécie animal, assim como ter-se em conta a espécie do carrapato a ser exterminado ou controlado.

Em se tratando de cães ou gatos parasitados por carrapatos, deve ser tomado especial cuidado na prescrição do inseticida a ser utilizado para seu combate, pelo fato de serem tais animais carnívoros, e por isso especialmente sensíveis às substâncias sintéticas cloradas ou fosforadas usualmente fabricadas para referida utilização. Além desse cuidado, redobrada atenção durante a aplicação do inseticida é também indicada, evitando-se que o animal ingira ou aspire o produto na hora de sua aplicação, sob pena de intoxicações muitas vezes graves causadas por tais produtos quando acidentalmente absorvidos.

Se a infestação for leve, existem no mercado produtos específicos para cães e gatos, aplicados na forma de pulverização por todo o corpo do animal ou diretamente na nuca do mesmo, que se seguidas devidamente as instruções, não oferecem riscos de intoxicação ao animal.

CARRAPATO


São os carrapatos descritos em Zoologia na Ordem dos Acarina, e encontram-se difundidos por toda a Terra, e concomitantemente à sua atividade hematófaga, intervém também como transmissores de muitos outros agentes causadores de doenças, como vírus, bactérias, protozoários e riquétzias, funcionando portanto como vetores de doenças, tanto aos animais como ao homem.

Geralmente têm a forma oval, e quando em jejum são planos no sentido dorso-ventral, porém quando repletos de sangue de seus hospedeiros, pois é o sangue seu alimento, apresentam-se então convexos e até esféricos.

Algumas espécies podem ter até 25 mm de diâmetro, e sua carapaça quitinosa de revestimento, verdadeiro exo-esqueleto, é firme e resistente, relativamente à sua pouca espessura.

Algumas espécies permanecem toda vida adulta sobre seus hospedeiros, e por isso classificados como parasitas permanentes, outros abandonam-no após haverem sugado sangue e então são classificados como parasitas temporários, melhor dizendo, ecto-parasitas temporários, pois vivem na cobertura pilosa dos mamíferos, seus hospedeiros, apenas parte de seus ciclos biológicos de vida.

Os danos que podem causar à saúde de seus hospedeiros, são de:
Natureza espoliativa - pela quantidade de sangue que podem retirar no ato de sugar, o que é diretamente proporcional não só a quantidade de carrapatos presentes sobre o hospedeiro, como também à sua voracidade e tamanho;

Ação tóxica - causada pela natureza da saliva dos carrapatos, que para sugarem sangue por assim dizer injetam sua própria saliva no ponto em que introduzem seu aparelho sugador, para impedir a coagulação do sangue de suas vítimas, e essa saliva muitas vezes pode causar ação não apenas irritante como também tóxica ou alérgica;

Ação patogênica - conseqüente à possibilidade que existe de se encontrarem infectados por agentes outros causadores de enfermidades, taiscomo vírus, riquetzias, etc. e então transmitirem junto à picada também moléstias outras;

Concomitantemente ao parasitismo por carrapatos, evidencia-se uma imunidade específica nos animais atacados, estando os animais velhos mais protegidos que os jovens, e os importados menos que os autóctones de uma determinada região, à uma determinada espécie também de carrapato.

Dentre as espécies mais comuns, podemos citar:
Argas - Com o denominado A. persicus, que ocorre em todo o Brasil, e parasita preferentemente aves domésticas e selvagens, além do homem. É o transmissor para as aves, da Espiroquetose aviar. Transmite também à pombos, infecção paralítica (Salmonella typhimurium), que pode permanecer latente vários meses nesse parasita.

Dermacentor - Neste gênero, está incluído o:

Dermacentos marginatus - Hospedeiro do cavalo, cão e ovelha, é encontrado na Alemanha e zonas pantanosas do Hesse, além da Hungria, onde é apontado como transmissor da Piroplasmose esporádica do cavalo (Babesia caballi).

Dermanyssus gallinae - Vulgarmente chamado de ácaro vermelho das aves, vive geralmente em galinheiros sem higiene, atacando pombos e galinhas, além de faisões, patos, gansos e aves canoras engaioladas; Durante o dia permanecem escondidos em fendas das instalações onde as aves se alojam, para saírem a noite, para saciarem seu apetite de sangue, retornando a seus esconderijos quando o estômago estiver cheio.

Haemaphysalis - Encontrado na Alemanha e no Oriente Médio, sendo o transmissor da Febre Q.

Hyalomma - Geograficamente encontrados na África, Ásia e região mediterrânea da Europa, na maioria dos casos utilizam-se de dois hospedeiros, principalmente cães e outros carnívoros e são transmissores da babesiose ao cão e aos eqüinos , assim como a Teileriose.

Ornithodorus - Este parasita localiza-se quase sempre no pavilhão auricular de seus hospedeiros, e lhes transmite a febre recorrente, causada por um espiroqueta e também a Febre das Montanhas Rochosas (Riquetziose) nos EUA.

Rhipicephalus - O exemplar mais importante desse gênero, é o Rhipicephalus sangüíneas transmissor da Teileriose e Piroplasmose ao cão. É encontrado no Brasil e na África , e em algumas zonas temperadas do mundo.

Ixodes - Encontrado parasitando os mais diversos animais mamíferos, inclusive aves domésticas e selvagens, répteis e o homem. A ação tóxica manifesta-se clinicamente por reações cutâneas com prurido e eritema, febre, podendo chegar até a paralisias com contraturas, algumas vezes podendo ter curso mortal.

A encefalite humana, pode ser transmitida inclusive por carrapatos, a partir de portadores do vírus, tais como toupeira, ratos e aves, ao serem sugado sangues contaminados.
A espécie Ixodes ricinus - assim como outras espécies do gênero Dermacentor, são os causadores da moléstia denominada Paralisia por carrapatos, em várias espécies animais, sobretudo na ovelha e no homem (crianças);

Parece somente terem tal atividade as fêmeas de carrapato , pouco antes de iniciarem a postura, quando se fixando na região occipital, na proximidade da coluna vertebral próximo do centro respiratório, podem provocar falta de coordenação motora no ato de andar, com tombos e mesmo incapacidade de permanecer em pé, seguindo-se vômitos e até morte do doente.

O diagnóstico da infestação por esse parasita é muito fácil, efetuado pela simples visualização com vista desarmada desse hóspede, de permeio à pelagem ou plumagem dos animais, cuja presença também provoca coceira, a qual é concomitantemente notada nos hospedeiros, esta maior ou de menor intensidade, de acordo com a sensibilidade individual de cada hospedeiro parasitado. Quando o parasitismo é pequeno, a aplicação de graxas neutras, óleos ou glicerina, provocarão a oclusão dos estigmas respiratórios desses hóspedes indesejáveis, que após algumas horas facilmente se desprenderão dos locais em que estejam alojados.

Já sendo a infestação em grande quantidade , somente a aplicação de banhos sob a forma de imersão em banheiras especiais, denominados banheiras carrapaticidas, ou então a aspersão ou pulverização de substâncias especiais, denominadas carrapaticidas, poderá efetuar a eliminação desses hóspedes nocivos.

Até pouco tempo atrás era utilizado o arsênico como carrapaticida, porém devido os acidentes que ocorreram por incúria na sua aplicação, foi o mesmo abandonado como meio de tratamento; Algum tempo depois, também o DDT e o BHC, substâncias essas sintéticas cloradas e fosforadas foram também utilizadas como carrapaticidas, que também foram abandonadas pela ocorrência de intoxicações e mesmo mortes em animais tratados, e pelo efeito efetivamente cumulativo no organismo dessas substâncias.

Hoje, substâncias fosforadas sintéticas como o Assuntol, Trolene, Ruelene e Neguvon são as mais utilizadas como carrapaticidas em todo o mundo.

Para a prevenção dessa parasitose, os meios que melhor tem funcionado, são as aplicações sistemáticas de carrapaticidas nos animais. Para tal, as modernas banheiras carrapaticidas quer de imersão quer de aspersão ou pulverização são os melhores; As aplicações, devem guardar um intervalo característico para cada espécie animal, assim como ter-se em conta a espécie do carrapato a ser exterminado ou controlado.

Em se tratando de cães ou gatos parasitados por carrapatos, deve ser tomado especial cuidado na prescrição do inseticida a ser utilizado para seu combate, pelo fato de serem tais animais carnívoros, e por isso especialmente sensíveis às substâncias sintéticas cloradas ou fosforadas usualmente fabricadas para referida utilização. Além desse cuidado, redobrada atenção durante a aplicação do inseticida é também indicada, evitando-se que o animal ingira ou aspire o produto na hora de sua aplicação, sob pena de intoxicações muitas vezes graves causadas por tais produtos quando acidentalmente absorvidos.

Quando a infestação for leve, existem no mercado produtos específicos para cães e gatos, aplicados na forma de pulverização por todo o corpo do animal ou diretamente na nuca do mesmo, que se seguidas devidamente as instruções, não oferecem riscos de intoxicação ao animal.



CARRAPATO
CARRAPATO BOOPHILUS MICROPLUS
Reino Metazoa

Filo Arthropoda

Sub-Filo Chelicerata

Classe Arachnida

Sub-classe Acari

Super Ordem Parasitiformes

Ordem Ixodida

Sub-ordem Metastigmata

Família Ixodidae

Grupo Metastriata

Sub-família Rhipicephalinae

Gênero Boophilus

A sub-classe Acari, da classe Arachnida, à qual pertencem os carrapatos e outros ácaros é um grupo muito heterogêneo, apresentando grande diversidade de hábitos e habitats (GUIMARÃES et al, 2001). Os carrapatos, particularmente, pertencem a ordem Ixodida, Esta ordem pode ser dividida em três famílias: Argasidae, Nuttalliellidae e Ixodidae.

Os exemplares de Boophilus agrupam-se em cinco espécies, sendo a mais difundida e única encontrada no Brasil Boophilus microplus (CANESTRINI). Seu nome, do grego, significa: Boo = boi, philus = “amigo”, microplus = menor, ou seja o “menor amigo do boi”.

Distribuição
O B. microplus é um carrapato com ampla distribuição mundial, estando presente na faixa contida entre os paralelos 32° N e 32° S. O carrapato bovino tem destacada importância nos países da América Latina, África e Oceania. No Brasil, esse carrapato foi introduzido com o gado trazido pelos primeiros colonizadores e atualmente encontra-se distribuído em quase todos os estados.

Segundo CANESTRINI (apud GUIMARÃES et al, 2001), o Boophilus microplus é descrito da seguinte maneira:

Morfologia
Corpo relativamente pequeno, indivíduos adultos, não ingurgitados alcançam freqüentemente 2 a 3 mm de comprimento, sem ornamentações. Capítulo (ou gnatossoma, ou cabeça falsa, situado antero-dorsalmente) hexagonal dividido em base do capítulo, hipostômio (prolongamento da parede ventral do capítulo que contém os dentes curvos), quelíceras (dilaceração dos tecidos e fixação ao hospedeiro) e palpos (apêndices pares, situados lateralmente ao hipostômio, bem visíveis) . Aparelho bucal curto, hipostômio mais longo que os palpos. Placas espiraculares circulares. Sulco anal e festões ausentes. Machos com quatro placas adanais longas e distintas, com corpo terminando em uma ponta aguda. Nas fêmeas o corpo termina normalmente arredondado.

Biologia
Carrapato de um só hospedeiro. Seu desenvolvimento se completa em duas fases: fase parasitária que ocorre sobre os bovinos, e fase de vida livre, em que o carrapato, completa o ciclo no solo, após abandonar seu hospedeiro. Espécie muito abundante, parasita predominantemente bovinos e só excepcionalmente ataca o homem.

Fase Parasitária
Esta fase começa com a subida da larva infestante no hospedeiro. Após a fixação são denominadas “larvas parasitárias”. Estas procuram uma área no animal para a fixação, normalmente em locais abrigados das defesas mecânicas do hospedeiro, tais como, base da cauda, barbela, peito e parte posterior das coxas. Não obstante, o animal se defende com o ato de se lamber, movimentos da cauda, que são verdadeiras vassouras para as larvas. Junto ao local de fixação aparecem zonas de hiperemia e inflamação. A larva após a troca de cutícula (metalarva), dá origem a ninfa, por volta de 8 a 10 dias (ATHANASSOF, 1953). Esta alimenta-se de sangue, sofre uma muda (metaninfa) , ao redor do 15.º dia (ATHANASSOF, 1953) e transforma-se em adulto imaturo, neandro (macho) e neógina (fêmea).

A fêmea após o acasalamento, começa a alimentação até o ingurgitamento total, que propicia sua queda ao solo. Ocasionalmente os machos alimentam-se, porém não ingurgitam de sangue. Eles perambulam pelo corpo do hospedeiro por mais de dois meses, acasalando as fêmeas. A fase parasitária dura aproximadamente 21 dias, na qual o carrapato paasa por todos os estágios. Alimentam-se de linfa, estratos teciduais e plasma. As larvas são hexápodas e não apresentam placas espiraculares. As ninfas e os adultos são octopodas e apresentam placas espiraculares sendo muito semelhantes, distinguindo-se pela ninfa não apresentar aparelho reprodutor e pelo seu tamanho. (GUIMARÃES et al, 2001).

Fase de vida livre
A fase de vida livre inicia-se com a queda de fêmeas ingurgitadas “teleóginas” e culmina quando as larvas eclodidas encontram o hospedeiro. A teleógina ao desprender-se do animal parasitado, cai no solo em geral na primeira metade da manhã, procurando locais abrigados de incidência direta de luz solar para sua ovoposição. O período compreendido entre a queda e o início da postura é chamado de pré-postura. Em condições ideais de temperatura (em torno de 27 ºC) a pré-postura leva cerca de três dias. Em temperaturas entre 27 e 28 ºC e com alata umidade (aproximadamente 80%), a postura e a eclosão ocorrem aproximadamente em 18 dias. A fêmea morre logo após a postura. Normalmente uma teleógina coloca cerca de 3000 a 4000 ovos estando a ovoposição concluída por volta de 12 a 14 dias.

O período médio de incubação é de aproximadamente 25 dias. Em condições climáticas favoráveis, uma semana depois da ovoposição inicia-se a eclosão das larvas que, dependendo da época da época do ano pode levar de 6 semanas até 6 meses. As larvas recém eclodidas migram para as folhas mais altas, onde podem localizar o hospedeiro pelo odor ou vibrações. Nesta fase, elas se tornam “larvas infestantes”. Após 3 a 5 dias da eclosão, elas se tornam amarelo-avermelhadas, medindo cerca de 0,7 por 0,5 mm.

As larvas nas pastagens apresentam geotropismo negativo e fototropismo positivo à intensidade moderada de luz. Sua longevidade depende da temperatura e da umidade relativa, sendo que o calor acelera o metabolismo. À medida que aumenta sua idade fisiológica, elas vão perdendo sua capacidade infestante. Na vegetação, as larvas ficam agrupadas, evitando desse modo a perda de umidade e protegendo-se da incidência direta dos raios solares, aguardando a passagem do hospedeiro. Podem permanecer nestes locais, por mais de 8 meses, até que um animal adequado seja encontrado. O período de atividade das larvas na vegetação, ocorre nas primeiras horas da manhã e no final da tarde, quando a temperatura é mais amena.

Importância Zootécnica
Ao picar, o carrapato causa perda de sangue, devido à sua ação hematófaga, influenciando no ganho de peso, no estado nutricional e, em conseqüência, na produção, dependendo da intensidade da infestação parasitária. A lesão causada na pele dos animais pode favorecer o aparecimento de infecções secundárias como as miíases cutâneas. Nossas estimativas sobre os prejuízos causados pelo B. microplus não são nada animadoras; no RS, por exemplo, os produtores deixam de arrecadar cerca de 70 milhões de dólares anualmente somente considerando a produção de carne; os gastos com agroquímicos para o controle e profilaxia do carrapato e de miíases pode ultrapassar os 190 milhões de doláres por ano e por fim o prejuízo anual do parasitismo do B. microplus no Brasil pode alcançar 1,8 bilhões de dólares/ano.

A principal forma de controle ainda são os banhos carrapaticidas, porém o crescente surgimento de populações deste carrapato resistentes aos acaricidas disponíveis no mercado e o aparecimento de resíduos químicos em alimentos de origem animal demanda o desenvolvimento de abordagens alternativas de controle, como o uso de vacinas.

Vacinas
A partir da necessidade de novos métodos de controle do B. microplus o desenvolvimento de vacinas economicamente viáveis para o combate do carrapato torna-se um desafio um tanto quanto promissor. As vacinas são sem sombra de dúvidas o método mais eficiente de profilaxia para as mais diversas epidemias, sejam de doenças causadas por microorganismos ou de parasitos. Além de ser um método relativamente barato de controle, a vacinação carrega consigo a vantagem de não deixar nenhum tipo de resíduo nos alimentos de origem animal. Porém, antes de tudo é necessário que se caracterizem antígenos vacinais. Para isso torna-se fundamental um profundo estudo acerca da fisiologia do parasito, bem como das resposta que o hospedeiro desencadeia no sentido de proteger-se do parasitismo.

A escolha desses antígenos, para o combate de parasitos - que são organismos muito mais complexos que bactérias, por exemplo - não é aleatória; as moléculas escolhidas para este fim, devem desempenhar algum papel relevante no parasitismo ou mesmo terem importância fundamental na manutenção da vida do parasito. Exemplos de possíveis alvos que sejam responsáveis por funções chave no parasitismo são: anticoagulantes, antiinflamatórios e outras moléculas que modulem a resposta imune do hospedeiro, enzimas digestivas ou responsáveis pela embriogênese. Por outro lado existe ainda a possibilidade de usar-se moléculas consideradas antígenos ocultos, ou seja, moléculas que não entram em contato com o sistema imune do hospedeiro, pois estas seriam capazes de desencadear uma maior resposta imune por não terem sofrido as chamadas evoluções adaptativas do parasitismo.

ESCORPIÕES

ALIMENTAÇÃO
Os escorpiões são predadores de insetos, como baratas, grilos, cupins, etc. Alimentam-se também de aranhas e de outros escorpiões.

O escorpião segura a presa com a pinça dos palpos, curva para a frente o metassoma e injeta o veneno com o ferrão, paralisando a presa quase imediatamente.

Escorpiões costumam comer muito de cada vez, ingerindo o alimento lentamente, e depois são capazes de ficar sem comer por muitos dias, até por mais de um mês.Trituram fragmentos de alimento, umedecendo-os na boca (o que propicia já a digestão), sugando-os depois e eliminando os restos, como pequenas bolas de detritos. "Um escorpião da espécie T.bahiensis mantido em cativeiro, demorou 20 horas para comer uma barata comum" (F.A.Mathiesen, O Escorpião).

Reprodução
Ecdises ou mudança de cutícula

Os escorpiões não põem ovos. São vivíparos e seus filhotes nascem por meio de parto, após uma gestação longa. Em T. Bahiensis e T. Serrulatus a gestação dura de 2 meses e meio a 3 meses. Algumas espécies, inclusive T. Bahiensis, podem gerar mais de uma ninhada a partir do mesmo acasalamento, decorrendo vários meses entre dois partos consecutivos. Entre estes escorpiões, cada ninhada pode ter mais de 20 filhotes, mas outras espécies podem produzir até 90 ou mais filhotes!

Enquanto se verifica o crescimento e até atingir a maturidade sexual, os escorpiões sofrem ecdises, ou seja, trocam periodicamente de cutícula. Ao chegar a ocasião da ecdise, a cutícula antiga parte-se horizontalmente acima das quelíceras. Pela fenda aberta, sai o corpo do escorpião, revestido pela nova e ainda tenra cutícula. A cutícula velha costuma sair inteira, conservando a forma do escorpião. Segundo observação de Matthiesen, espécimens de T. serrulatus em cativeiro atingiram a maturidade sexual após um ano de idade, tendo passado por 5 ecdises.

Predadores naturais


Várias espécies de aranhas, lagartos, louva-a-deus, corujas, seriemas, macacos e pássaros estão incluídos entre os "inimigos" dos escorpiões. Galinhas e sapos também comem escorpiões. Sendo os sapos e os escorpiões ambos de hábitos noturnos, as probabilidades de encontro são grandes e cada sapo pode comer vários escorpiões em seguida. As galinhas, porém, por serem diurnas, encontram os escorpiões eventualmente, quando ciscam os terrenos.

ASPECTOS CLÍNICOS
Nos acidentes escorpiônicos, têm sido relatadas manifestações locais e sistêmicas

Manifestações locais: caracterizam-se fundamentalmente por dor no local da picada, às vezes irradiada, sem alterações do estado geral. O tratamento sintomático para o alívio da dor, feito através da utilização de analgésicos ou bloqueio local com anestésicos, consiste na principal medida terapêutica que corresponde à maioria dos acidentes registrados no país.

Manifestações Sistêmicas: menos freqüentes, caracterizam os acidentes como moderados ou graves. Além da dor local, alterações sistêmicas como hiper ou hipotensão arterial, arritmias cardíacas, tremores, agitação psicomotora, arritmias respiratórias, vômitos e diarréia. O edema pulmonar agudo é a complicação mais temida. Nesses casos, além do combate à dor e tratamento de suporte, está indicada a soroterapia. A gravidade no escorpionismo depende de fatores como a espécie e tamanho do escorpião causador do acidente, da massa corporal do acidentado, da sensibilidade do paciente ao veneno, da quantidade de veneno inoculado e do retardo no atendimento.

BÁSICO SOBRE ESCORPIÕES
Os escorpiões são aracnídeos, muitas pessoas os chamam de insetos, mas basta observar que este animal tem 4 (quatro) pares de patas ao invés de 3 (três) como os insetos. A origem destes animais remonta a mais de 400 milhões de anos, sobrevivendo a todos os grandes cataclismos que destruíram milhares de espécies vivas. Portanto o escorpião foi um observador privilegiado tanto do fim dos dinossauros assim como do surgimento do homem na face da Terra. Existem centenas de espécies de escorpiões, mas para nós em particular só interessam, por enquanto três, são elas :

Tityus serrulatus o escorpião amarelo, responsável pelos acidentes mais graves
Tityus bahiensis o escorpião preto, também pode causar acidentes graves
Bothriurus araguayae escorpião também preto, mas bem pequeno e brilhante, parecendo que foi "envernizado".
Destes apenas os dois primeiros apresentam perigo para as pessoas, podendo causar acidentes graves e inclusive morte de seres humanos e animais.
O Bothriurus araguayae é um animal inofensivo não oferecendo perigo algum, por isto nós não controlamos este animal, nos o preservamos.

Em Uberlândia a distribuição de escorpiões por bairro já é bem conhecida pelo nosso Laboratório de Manejo de Animais Peçonhentos e Quirópteros, predominando o T.serrulatus,seguido do inofensivo B.araguayae e em terceiro lugar o T.bahiensis.

Em relação aos bairros : Martins, Centro, Aparecida, Cazeca e Brasil registram o maior número de ocorrências, principalmente de T.serrulatus. Quase todos os bairros de Uberlândia apresentam ocorrência de escorpiões, podendo haver inclusive num mesmo bairro as três espécies. Um fato curioso é que onde o T.serrulatus entra, em pouco tempo as outras espécies desaparecem ficando apenas o escorpião amarelo.

Lixo, entulho e sujeira, somados à umidade criam um ambiente perfeito para a fixação de escorpiões. Estes aracnídeos se alimentam apenas de animais vivos ou seja eles têm que caçar a sua refeição, as baratas são um dos seus alimentos prediletos.

Ao contrário do que as pessoas acreditam, o escorpião não se suicida quando preso entre o fogo, o que realmente acontece é que ele se desidrata e na agonia da morte dá a imprensão que se ferroa. Escorpiões vivem em média 5 (cinco) anos, atingindo a maturidade sexual por volta de 1 ano e meio.

Na espécie Tityus Serrulatus existem apenas fêmeas, a reprodução se dá por PARTENOGÊNESE. Nas outras duas espécies que vivem em nossa cidade existem machos e fêmeas.

Os escorpiões como já dissemos se alimentam principalmente de outros insetos , portanto um ambiente livre destes dificulta a sua presença.

ACIDENTES COM ESCORPIÕES
Em Uberlândia ocorrem em média 5 a 6 acidentes notificados com escorpiões por mês, mas nossa experiência pessoal confirma que este número é bem maior do que as estatísticas oficiais. Em um trabalho conjunto com o Hospital Escola da Universidade Federal de Uberlândia, somos informados sistematicamente destes acidentes que são prontamente investigados por nossa equipe.

O grupo de maior risco em acidentes com estes aracnídeos são crianças, pessoas idosas e pessoas alérgicas. O principal sintoma em acidentes escorpiônicos é a

DOR que pode ser localizada ou não. O veneno atua principalmente sobre o sistema nervoso podendo ocorrer morte por insuficiência cardíaca e respiratória; náuseas, vômitos, sudorese e agitação podem estar presentes entre os sintomas.

Em casos de acidentes a pessoa agredida deve ser encaminhada imediatamente para o Pronto Socorro da UFU, pois só uma avaliação médica poderá determinar se existe necessidade de aplicação de soro anti-escorpiônico.

CONTROLE DE ESCORPIÕES
Como já colocamos, a limpeza e a eliminação de insetos que servem de alimentos constituem a principal medida de controle de escorpiões.

Até o momento

NÃO existe nenhum veneno comprovadamente eficaz contra este animal. O CCZ já testou e continua testando vários sem resultados satisfatórios. O uso de venenos tem provocado até aumento de aparecimento de escorpiões pois estes os irritam e os desalojam.

Um fato curioso que observamos em nossa cidade é que perto de 80% dos escorpiões entram nas casas pelas redes de esgoto; portanto vedamento de ralos, caixas de gordura, tanques são medidas obrigatórias para se evitar o aparecimento dos escorpiões.

Vedar soleiras de portas, evitar plantas próximas às paredes das casas, retirar todo o entulho, tijolos, telhas acumuladas em quintais , assim como rebocar paredes e pisos internos e externos também são medidas importantes de controle.

Nossa equipe também promove abertura de quarteirões e busca ativa de escorpiões tanto dentro quanto fora das casas, mas o número de animais capturados é reduzido, pois, repetimos, em Uberlândia as redes de esgoto são o principal abrigo destes perigosos aracnídeos.

CAPTURA DE ESCORPIÕES
O escorpião é o mais antigo aracnídeo da classe, data do período siluriano (438 milhões de anos). Os primeiros registros fósseis de aracnídeos terrestres apareceram no período carbonífero (320 milhões de anos).

Os escorpiões do siluriano e do Devoniano, eram aquáticos, possuíam brânquias e não tinham quelas tarsais. São mais comuns em zonas tropicais e subtropicais, foram descritas cerca de 1500 espécies.

Tem geralmente os hábitos noturnos, ficando escondidos durante o dia em seus abrigos e saindo à noite para caçar, reproduzir. A menor espécie conhecida é o Microbuthus pusillus, que mede cerca de 13 mm de comprimento, e o maior é o Pandinus africano que pode medir 18 cm de comprimento.

Possui o corpo dividido em prosomo (cefalotórax) onde se localizam-se os olhos, as quelíceras, os pedipalpos terminados em quelas (pinças) e as pernas e os pentes, o mesossomo que possui sete segmentos, onde estão localizados as aberturas dos pulmões e opérculo genital e o metassomo que possui cinco segmentos, onde encontramos na extremidade, o ferrão e a glândula de veneno e o ânus. possui uma estrutura chamada de tricobótrio, com a qual percebem qualquer movimentação do ar, estão localizados nos pedipalpos.

Alimentam-se de insetos, aranhas, seus inimigos naturais são as aves, lagartixas, mamíferos. Os escorpiões tem reprodução sexuada, sendo que o acasalamento é precedido de uma dança nupcial onde o macho deposita uma cápsula contendo espermatozóides (espermatóforo) antes limpando o chão com os pentes, em seguida puxa a fêmea para cima dos espermatóforos para que ela receba-os.

Alguns escorpiões são partenogenéticos, isto é, não necessitam do macho para procriar. Os escorpiões são ovovivíparos, ou seja, incubam os ovos no trato reprodutivo da mãe e podem gerar de 6 a 90 filhotes onde a incubação demora meses. Os filhotes ao nascerem permanecem no dorso da mãe, onde irão sofrer mudas até que possam alimentar-se sozinhos, já nascem com uma reserva nutritiva que lhes permite ficar um tempo sem comer. Alcançam a idade adulta em torno de um ano.

Tityus serrulatus
Também chamado de escorpião amarelo, é um escorpião que mede entre 6 e 7 cm de comprimento, possui o tronco escuro, pedipalpos, pernas e cauda amarelos, no último segmento da cauda possui uma mancha escura.

Possui no penúltimo segmento da cauda, uma série de serrilhas, por esse motivo seu nome científico é serrulatus.

São encontrados em Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Paraná.

Tityus bahiensis
Possui o tronco marrom escuro, pernas com manchas escuras, pedipalpos com manchas escuras nos fêmures e nas tíbias, atingem entre 6 e 7 cm de comprimento.

São encontrados na Bahia até Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

Tityus stigmurus
Tem a cor amarelo escuro, apresenta um triângulo negro na cabeça e uma faixa escura longitudinal mediana e manchas laterais no tronco. Tem entre 6 e 7 cm de comprimento.

São encontrados no nordeste do Brasil.

Tityus cambridgei
Escuro, quase negro, comprimento de aproximadamente de 8,5 cm. Encontrado na região amazônica.

Tityus trivittatus
Coloração amarelo escuro, apresenta três faixas longitudinais quase negras. Encontrados no Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

CAPTURA DE ESCORPIÕES
Quando se faz a captura de escorpiões, é preciso tomar cuidado para não ser picado, para isso usamos uma pinça a qual, é feita de bambú, que é um material fácil de encontrar e fácil para fazer.

Pega-se um bambú de grossura de uma vara de pescar com espessura de aproximadamente dois centímetros, corta-se um pedaço de 30cm ou 40cm e na ponta mais estreita faz-se um corte inclinado que vai ficar afinado, depois corta-se no meio até a ponta mais grossa deixando um espaço sem cortar de uns 5cm. Nessa ponta mais grossa coloca-se um pedaço de rolha de cortiça no meio do corte para que a nossa pinça fique aberta.

A captura de escorpiões deve ser feita com frascos deboca larga e quando se coletar os escorpiões, sempre pega-los pela "cauda"(a cauda na verdade é continuação do abdômen) que é a parte mais resistente do animal. Ou pode-se usar o processo de coleta de aranhas também.
A coleta deve ser feita sempre por pessoas especializadas, para que se evite acidentes.

ESCORPIÕES
CAPTURA DE ESCORPIÕES
Os escorpiões devem ser capturados invertendo-se um recipiente (como no caso das aranhas), podendo utilizar um graveto para auxiliar o procedimento, pois eles não saltam.



Pode-se também improvisar uma pinça com taquara ou bambu (pinça de Bücherl):



Corte um gomo de bambu e abra uma fenda até o nó, introduzindo em seguida uma rolha de cortiça que irá manter as hastes afastadas.

Capture-o segurando-o pela cauda com o auxílio da pinça. Assim evitará possíveis picadas, pois os escorpiões não lançam veneno a distância



Observações:

Nunca utilize sacos pláticos para aprisionar os animais.

Nestes casos, as fugas e acidentes são inevitáveis.

Procure também a Unidade Básica de Saúde (posto de saúde) mais próximo para a entrega de escorpiões, pois este fará a notificação e enviará ao Instituto Butantan de São Paulo, dentro do plano de controle de escorpiões.

O Instituto Butantan também fornece caixas para o transporte de escorpiões, que são usadas para grandes quantidades de animais e não têm divisões, pois eles podem ficar todos juntos.

Convém colocar bagaço de cana úmido ou cascas de árvores presos às paredes internas das caixas. Nestas condições, os escorpiões podem permanecer até oito dias.

CARACTERÍSTICAS
Os escorpiões são animais invertebrados. Apresentam o corpo dividido em tronco e cauda; quatro pares de patas, um par de ferrões (queliceras), um par de pedipalpos (em forma de pinça e que serve para capturar o alimento); um ferrão no final da cauda por onde sai o veneno. São também chamados de lacraus, picam com a cauda e variam de tamanho entre 6 a 8,5 cm de comprimento

No mundo todo existem aproximadamente 1.400 espécies de escorpiões até hoje descritas, sendo que no Brasil há cerca de 75 espécies amplamente distribuídas pelo país. Esses animais podem ser encontrados tanto em áreas urbanas quanto rurais.

Os escorpiões são carnívoros, alimentando-se principalmente de insetos, como grilos baratas e outros, desempenhando papel importante no equilíbrio ecológico.

Apresentam hábitos noturnos, escondendo-se durante o dia sob cascas de árvores, pedras, troncos podres, dormentes de linha de trem, madeiras empilhadas, em entulhos, telhas ou tijolos e dentro das residências. Muitas espécies vivem em áreas urbanas, onde encontram abrigo dentro e próximo das casas, bem como alimentação farta. Os escorpiões podem sobreviver vários meses sem alimento e mesmo sem água, o que torna seu combate muito difícil.

Na área urbana estes animais aparecem em prédios comerciais e residenciais, armazéns, lojas, madeireiras, depósitos com empilhamento de caixas e outros. Eles aparecem, principalmente, através de instalações elétricas e esgotos. São sensíveis aos inseticidas, desde que aplicados diretamente sobre eles. As desinsetizações habituais não os eliminam, pois o produto fica no ambiente em que foi aplicado e os escorpiões costumam estar escondidos. O fato de respirarem o inseticida ou comer insetos envenenados não os mata. São resistentes inclusive à radiação.

Seu aparecimento ocorre principalmente devido a presença de baratas, portanto a eliminação destas em caixas de gordura e canos que conduzem ao esgoto é a principal prevenção ao aparecimento dos escorpiões.

Não possuem audição e sentem vibrações do ar e do solo. Enxergam pouco, apesar de terem dois olhos grandes e vários pequenos. Seus principais predadores são pássaros, lagartixas e alguns mamíferos insetívoros.

ENVENENAMENTO
Os escorpiões possuem uma quantidade muito pequena de veneno na glândula, mas de grande atividade tóxica.

A maior parte dos acidentes em adultos é benigna, mas em crianças e idosos é quase sempre fatal, se não forem tomadas as devidas providências em curto espaço de tempo.

O veneno é rapidamente absorvido pela pele e músculos, deslocando-se para o sangue, rins, pulmão e sistema nervoso. A maior ação ocorre no sistema nervoso, com efeitos locais e sistêmicos.

O envenenamento por estes animais causa dor local intensa, que se irradia por todo o corpo, podendo ainda ocorrer inchaço e vermelhidão leves no local da picada.

A dor causada se torna tão intensa que o paciente entra em choque neurogênico, o que pode levá-lo à morte.

Outros efeitos visíveis, além da dor, são: aumento de todas as secreções; perturbações respiratórias; paralisia respiratória; choque devido ao aumento da pressão sanguínea; alterações cardíacas; vômitos; cólicas intestinais; diarréia; aumento da urina com emissão involuntária desta; tremores musculares; convulsões; paralisias musculares e outros.

EPIDEMIOLOGIA
São acidentes menos notificados que os ofídicos. Sua gravidade está relacionada à proporção entre quantidade de veneno injetado e massa corporal do indivíduo.

São notificados anualmente cerca de 8.000 acidentes, com uma letalidade variando em torno de 0,51%. Os acidentes por escorpiões são mais frequentes no período de setembro a dezembro.

Ocorre uma discreta predominância no sexo masculino e a faixa etária de 25 a 49 anos é a mais acometida. A maioria das picadas atinge os membros, havendo predominância do membro superior (mãos e dedos).

ESCORPIÕES DE MAIOR IMPORTÂNCIA MÉDICA DO BRASIL
Os escorpiões brasileiros de maior importância médica pertencem às espécies Tityus bahiensis e, principalmente, Tityus serrulatus.

Tityus bahiensis ocorre desde o Estado da Bahia até o norte da Argentina e, na direção oeste, até Mato Grosso.

T. serrulatus ocorre em Minas Gerais, Espírito Santo, Estado do Rio de Janeiro e Estado de São Paulo.

Escorpião amarelo (Tityus serrulatus)
Amarelo claro, com manchas escuras sobre o tronco e na parte inferior do fim da cauda; o quarto anel da cauda com duas fileiras de "dentes" constituindo 2 pequenas serras dorsais



Escorpião marrom (Tityus bahiensis)
Marrom avermelhado escuro, braços (palpos) e pernas mais claros, com manchas escuras. Segmento caudal liso no dorso. Quando adulto, chega a 7 cm de comprimento.



Outros escorpiões de importância médica e regiões onde são encontrados

Espécies Família
Região onde são encontrados

Androctonus crassicauda
Buthidae
Sudoeste da Ásia

Leiurus quinquestriatus
Buthidae
Norte da África; Sudoeste da Ásia

Odontobuthus doriae
Buthidae
Irã

Centruroides noxius
Buthidae
Nayarit, México

Androctonus australis
Buthidae
Norte da África

Centruroides suffusus
Buthidae
Durango, México

Tityus serrulatus
Buthidae
Brasil

Centruroides limpidus
Buthidae
Oeste do México

Androctonus amoreuxi
Buthidae
Norte da África

Compsobuthus acuticarinatus
Buthidae
Egito

Buthus occitanus
Buthidae
Mediterrãneo

Hottentotta saulcyi
Buthidae
Irã

Centruroides exilicauda
Buthidae
Arizona, USA; México

Androctonus bicolor
Buthidae
Norte da África

Tityus bahiensis
Buthidae
Brasil

Mesobuthus eupeus
Buthidae
Irã

Hemiscorpius lepturus
Ischnuridae
Irã

ESCORPIÕES SE MATAM?
Quase todas as pessoas já ouviram dizer que, quando os escorpiões são acuados e correm risco de vida, eles se suicidam. Por exemplo, se um escorpião for colocado em um círculo de fogo, não vendo nenhuma saída, o escorpião cravará o ferrão em seu próprio corpo, morrendo em seguida.

Segundo alguns estudiosos do assunto, contudo, isso não passa de mais um mito sobre o escorpião. Fornecem a seguinte explicação: "com a elevação da temperatura, o animal fica muito agitado e os movimentos bruscos do metassoma podem dar a impressão de que ele está tentando matar-se. Na realidade, é a alta temperatura que, provocando profunda alteração no organismo do escorpião, leva-o à morte" (F.A. Matthiesen).

Estudos mais recentes procuram descobrir se os escorpiões seriam sensíveis às suas próprias toxinas.

MEDIDAS DE PREVENÇÃO
COMO PREVENIR ACIDENTES COM OFÍDEOS?
Nunca andar descalço. O uso dos sapatos, botinas sem elásticos, botas ou perneiras .deve ser obrigatório. Dependendo da altura do calçado, os acidentes podem ser evitados na ordem de 50 até 72%.

Olhar sempre com atenção o local de trabalho e os caminhos a percorrer.

Usar luvas de couro nas atividades rurais e de jardinagem. Nunca colocar as mãos em tocas ou buracos na terra, ocos de árvores, cupinzeiros, entre espaços situados em montes de lenha ou entre pedras.

Não colocar as mãos em tocas para pegar pelo rabo o tatu que é visto ao entrar; esta é a melhor maneira de ser picado por cascavéis que se abrigam nesses locais.

Não utilizar diretamente as mãos ao tocar em sapé, capim, mato baixo, montes de folhas secas; usar sempre antes um pedaço de pau, enxada ou foice, se for o caso. Esse tipo de cuidado pode evitar até 20% dos acidentes que acontecem nas mãos e no antebraço.

Vedar frestas e buracos em paredes e assoalhos.

Ao entrar nas matas de ramagens baixas, ou em pomar com muitas árvores, parar no limite de transição de luminosidade e esperar sempre a vista se adaptar aos lugares menos iluminados. A adaptação da visão ao local menos claro ou à penumbra em dia de luminosidade intensa é mais lenta e a falta de cuidado nesse instante pode provocar acidentes ofídicos nos braços, nos ombros, na cabeça e rosto, da ordem de 5 a 6%.

Se por qualquer razão tiver que abaixar-se, além de olhar bem o local, procurar bater a vegetação ou as folhas, principalmente no trabalho de limpeza de covas de café. A coloração da cascavel se confunde muito com a das ramagens e folhas secas dessas plantações e há casos de acidente ofídico devido a esse tipo de camuflagem, porque a pessoa não enxerga a serpente.

Não depositar ou acumular material inútil junto à habitação rural, como lixo, entulhos e materiais de construção. Manter sempre uma calçada limpa ao redor da casa. Essa faixa pavimentada junto às paredes tem várias utilidades: evita penetração de umidade nos alicerces, impede o contato com capim ou grama dos jardins e principalmente portas, que normalmente devem estar fechadas e ter um mínimo de vão no solo. Lembrar os casos de acidentes ofídicos dentro de casa.

Evitar trepadeiras muito encostadas a casa, folhagens entrando pelo telhado ou mesmo pelo forro.

Procurar controlar o número de roedores existentes na área de sua propriedade. Não se esquecer de que ao lado dos outros problemas de saúde pública, a diminuição do número de roedores irá comprometer o ciclo biológico das serpentes venenosas que deles se alimentam. Só isso diminuirá fatalmente a fauna ofídica da região.

Não montar acampamento junto a plantações, pastos ou matos denominados “sujos”, regiões onde há normalmente roedores e maior número de serpentes.

Não fazer piquenique às margens dos rios ou lagoas, deles mantendo distância segura, e não encostar em barrancos durante a pescaria.

Nas matas ou nas beiradas das entradas, em acampamentos ou piqueniques, nunca deixar as portas do carro abertas, principalmente ao anoitecer. Mesmo durante a troca de pneu, ter essa precaução. A falta de cuidado deixa o motorista posteriormente preocupado com a possibilidade de ter uma serpente dentro do carro.

O manuseio de serpentes vivas deve ser feito com laço de Lutz ou com ganchos apropriados, por pessoas treinadas e com aptidão para o ofício.Não tocar nas serpentes, mesmo mortas, pois por descuido ou inabilidade há o risco de ferimento por esbarro nas presas venenosas. Nos Institutos de pesquisa dedicados também ao trabalho com serpentes venenosas vivas, os acidentes ocorrem em laboratórios ou em serpentários com técnicos especializados com extração de veneno na ordem de 1:10.000 extrações. Este risco é inerente ao trabalho e pode ser evitado pelo uso de gás carbônico, que tem a dupla finalidade de provocar a anoxia da serpente e deixá-la inerte alguns segundos, tempo suficiente para extrair o veneno e não traumatizá-la com contenção mais violenta.

Não assustar as pessoas com serpentes, aranhas ou escorpiões, mesmo que sejam de brinquedo; o medo inato pode trazer conseqüências imprevisíveis.

No período noturno, nos sítios ou nas fazendas, chácaras ou acampamentos, deve ser evitada a vegetação muito próxima ao chão, gramados ou até mesmo jardins.

Não matar, não deixar matar e não espantar da região as emas, as siriemas, os gaviões, inimigos das serpentes, os quais, assim como o gambá ou cangambá, matam e comem cobras. O gambá, animal implacavelmente morto pelo homem nos sítios e nas fazendas, é de extraordinária resistência aos venenos ofídicos, especialmente ao da urutu – Bothrops alternatus.

Animais domésticos como galinhas e gansos, em geral, afastam as serpentes das áreas mais próximas as habitações.

COMO PREVENIR ACIDENTES COM ARANHAS E ESCORPIÕES?
Usar calçados e luvas nas atividades rurais e de jardinagem.

Examinar e sacudir calçados e roupas pessoais, de cama e banho, antes de usá-las.

Afastar camas das paredes e evitar pendurar roupas fora de armários.

Não acumular lixo orgânico, entulhos e materiais de construção.

Limpar regularmente atrás de móveis, cortinas, quadros, cantos de parede.

Vedar frestas e buracos em paredes, assoalhos, forros, meia-canas e rodapés. Utilizar telas e vedantes em portas, janelas e ralos. Colocar sacos de areia nas portas para evitar a entrada de animais peçonhentos.

Manter limpos os locais próximos das residências, jardins, quintais, paióis e celeiros. Evitar plantas tipo trepadeiras e bananeiras junto as casas e manter a grama sempre cortada.

Combater a proliferação de insetos, principalmente baratas e cupins, pois são alimentos para aranhas e escorpiões.

Preservar os predadores naturais de aranhas e escorpiões como seriemas, corujas, sapos, lagartixas e galinhas.

Limpar terrenos baldios pelo menos na faixa de um a dois metros junto ao muro ou cercas.

Não colocar mãos ou pés em buracos, cupinzeiros, monte de pedra ou lenha, troncos podres, etc.

PRIMEIROS SOCORROS
Lave o local da picada de preferência com água e sabão.

Mantenha a vítima deitada. Evite que ela se movimente para não favorecer a absorção do veneno.

Se a picada for na perna ou no braço, mantenha-os em posição mais elevada.

Não faça torniquete. Impedindo a circulação do sangue, você pode causar gangrena ou necrose.

Não fure, não corte, não queime, não esprema, não faça sucção no local da ferida e nem aplique folhas, pó de café ou terra sobre ela para não provocar infecção.

Não dê a vítima pinga, querosene, ou fumo, como é costume em algumas regiões do país.

Leve a vítima imediatamente ao serviço de saúde mais próximo, para que possa receber o soro em tempo.

Leve, se possível, o animal agressor, mesmo morto, para facilitar o diagnóstico.

Lembre-se: nenhum remédio caseiro substitui o soro antipeçonhento.

ATENÇÃO
Em qualquer caso de acidente com animal peçonhento, o paciente deve ser medicado nas primeiras horas após o acidente.

O soro antiveneno é o único tratamento eficaz.

MITOLOGIA E ASTRONOMIA
Uma Velha Constelação
A constelação de Escorpião é muito antiga. Suas estrelas foram visualizadas como um escorpião pela mais antiga civilização mesopotâmica, 5000 anos atrás.

Em oposição a Órion
Escorpião ocupa no Zodíaco uma posição quase exatamente oposta à da constelação de Órion, de modo que Escorpião levanta no céu ao tempo em que Órion se deita, e vice-versa.

Estória
O Gigante Órion
Órion era o filho do deus do Mar, Posseidon (Netuno na mitologia romana). Órion era um gigante e um poderoso caçador, porém era mortal, como sua mãe, e veio a conhecer a morte -- ao menos temporariamente -- por ter ofendido Ártemis, a Deusa da Caça (Diana, para os romanos).

Ciúme de Ártemis
Entre as diversas versões do mito, existe aquela segundo a qual Órion foi morto por Ártemis, enciumada pelo fato de que Eos -- a Aurora -- amava o caçador.

Orgulho de Caçador
Em outra versão da estória, teria sido o orgulho de Órion por seus poderes de grande caçador que o levou a meter-se em problemas. Ele ofendeu Ártemis ao gabar-se de que poderia matar qualquer animal selvagem. Dizem algumas outras versões que não foi a Ártemis que ele ofendeu, mas sim a Gaia, Deusa da Terra.

O Escorpião Fatal
De qualquer modo, a deusa (não importa qual) enviou o Escorpião para picar Órion, como punição por seu comportamento. Órion morreu e por causa disso, desde então, vemos no firmamento Órion caindo para o mundo inferior, enquanto Escorpião ascende no céu.



A Ressurreição de Órion
Órion, porém, não ficou morto para sempre. Ele foi ressuscitado por Ofiúco, o "portador da serpente", que representa o deus da cura, Asclépio, ou Esculápio. Ofiúco tratou Órion com um remédio especial que agiu como antídoto para o veneno do Escorpião. No céu, Ofiúco é visto esmagando o Escorpião sob seu calcanhar.

Quando Órion levanta, o Escorpião se deita
O tratamento de Ofiúco restaurou a vida de Órion, de modo que vemos Órion subindo de volta ao mundo, enquanto o Escorpião submerge no oeste debaixo do calcanhar de Ofiúco.

PRIMEIROS SOCORROS
Nos acidentes por aranhas e escorpiões, que provocam dor intensa, práticas como espremer ou sugar o local da picada, têm demonstrado ser de pouca eficácia.

O tratamento sintomático, à base de anestésicos e analgésicos, tem sido utilizado com resultados satisfatórios na maioria dos casos.



Se o acidentado for criança menor de 7 anos, o procedimento mais indicado é levá-la à Unidade Básica de Saúde (posto de saúde) mais próxima. Na cidade de São Paulo, o Hospital do Instituto Butantan está sempre aberto para atendimento às vítimas.

OBS.: Capturar o animal que causou o acidente e trazê-lo junto com a pessoa picada facilita o diagnóstico e o tratamento correto.



O Hospital Vital Brazil, que funciona no Instituto Butantan (São Paulo-SP), permanece aberto dia e noite. O tratamento é gratuito para qualquer pessoa picada por animal peçonhento.

O Instituto Butantan orienta sobre a captura de aranhas e escorpiões. O transporte por via férrea é gratuito, existindo um sistema de permuta de animais enviados por ampolas de soro antipeçonhento.

O soro é feito a partir do veneno que é extraído dos animais vivos que são enviados ao Instituto.

Como tratar
O único tratamento necessário costuma ser aplicação local de anestésico (4 ml de Lidocaína a 2% sem adrenalina, até 3 vezes, com intervalo de 1 hora). Nos casos graves também deve ser usado o soro ANTIESCORPIÔNICO ou ANTIARACNÍDICO, conforme instruções da bula.

As seguintes medidas são eficazes para o controle e prevenção de acidentes:
manter limpos quintais, jardins e terrenos baldios, não acumulando entulho e lixo doméstico;

aparar a grama dos jardins e recolher as folhas caídas;

vedar soleiras de portas com saquinhos de areia ou friso de borracha, colocar telas nas janelas, vedar ralos de pia, tanque e de chão com tela ou válvula apropriada; colocar o lixo em sacos plásticos, que devem ser mantidos fechados para evitar o aparecimento de baratas, moscas e outros insetos, que são o alimento predileto de aranhas e escorpiões;

examinar roupas, calçados, toalhas e roupas de cama antes de usá-las;

andar sempre calçado e usar luvas de raspa de couro ao trabalhar com material de construção, lenha, etc.

PRINCIPAIS ESPÉCIES
Os escorpiões de importância médica no Brasil pertencem ao gênero Tityus, que é o mais rico em espécies, representando cerca de 60% da fauna escorpiônica neotropical. As principais espécies são: Tityus serrulatus, responsável por acidentes de maior gravidade, Tityus bahiensis e Tityus stigmurus. O Tityus cambridgei (escorpião preto) é a espécie mais freqüente na Amazônia Ocidental (Pará e Marajó), embora quase não haja registro de acidentes. As diversas espécies do gênero Tityus apresentam um tamanho de cerca de 6 a 7cm, sendo o Tityus cambridgei um pouco maior.

Tityus serrulatus
Também chamado escorpião amarelo, podendo atingir até 7cm de comprimento. Apresenta o tronco escuro, patas, pedipalpos e cauda amarelos sendo esta serrilhada no lado dorsal. Considerado o mais venenoso da América do Sul, é o escorpião causador de acidentes graves, principalmente no Estado de Minas Gerais.
Distribuição geográfica: Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo.


Tityus serrulatus

Tityus bahiensis
Apresenta colorido geral marrom-escuro, às vezes marrom-avermelhado, pernas amareladas com manchas escuras. Fêmures e tíbias dos pedipalpos com mancha escura. A mão do macho é bem dilatada.

É o escorpião que causa os acidentes mais freqüentes no Estado de São Paulo.
Distribuição geográfica: Bahia até Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.


Tityus bahiensis

Tityus stigmurus
Apresenta colorido geral amarelo-claro com um triângulo negro na cabeça e uma faixa longitudinal mediana e manchas laterais no tronco.

Distribuição geográfica: Nordeste do Brasil.


Tityus stigmurus

Tityus cambridgei
Apresenta colorido geral castanho-avermelhado, com pontos de cor clara. O macho apresenta uma cauda mais longa que a fêmea.

Distribuição geográfica: Região Amazônica.

Tityus trivittatus
Apresenta colorido amarelo-escuro, com três faixas longitudinais quase negras, podendo haver pequenas variações na cor. Atinge cerca de 7cm de tamanho.

Distribuição geográfica: Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

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