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sábado, 21 de junho de 2008

CÂNCER

Introdução
A palavra câncer tem origem no latim, cujo significado é caranguejo. Tem esse nome, pois as células doentes atacam e se infiltram nas células sadias como se fossem os tentáculos de um caranguejo. Esta doença tem um período de evolução duradouro, podendo, muitas vezes, levar anos para evoluir até ser descoberta. Atualmente, foram identificados mais de cem tipos desta doença, sendo que a maioria tem cura (benignos), desde que identificados num estágio inicial e tratados de forma correta.

Como os tumores nascem
Os tumores aparecem no organismo quando as células começam a crescer de uma forma descontrolada, em função de um problema nos genes. A causa dessa mutação pode ter três origens : genes que provocam alterações na seqüência do DNA; radiações que quebram os cromossomos e alguns vírus que introduzem nas células DNAs estranhos. Na maioria das situações, as células sadias do organismo impedem que estes DNAs passem adiante as informações. O tumor desenvolve um conjunto de rede de vasos sanguíneo para se manter. Através da corrente sanguínea ou linfática, as células malignas chegam em outros órgãos, desenvolvendo a doença nestas regiões. Esse processo de irradiação da doença é conhecido como metástase. Esta doença é tão perigosa, pois possui capacidade eficiente de reprodução dentro das células e também porque se reproduz e coloniza facilmente áreas reservadas a outras células.

Principais causas
Existem vários fatores que favorecem o desenvolvimento do câncer. Podemos citar como principais : predisposição genética (casos na família), hábitos alimentares, estilo de vida e condições ambientais. Todos estes fatores aumentam o risco de uma pessoa desenvolver a doença. O tabagismo aumenta as chances do fumante em desenvolver câncer nos pulmões, na boca e na garganta. Bebida alcoólica em excesso pode provocar, com o tempo, o aparecimento de câncer na boca. Sol em excesso pode afetar as células e cresce o risco do desenvolvimento desta doença na pele. O câncer de mama tem origens nos distúrbios hormonais e é mais comum nas mulheres. A leucemia (câncer no sangue) é desencadeado pela exposição à radiações. Determinadas infecções podem desencadear o surgimento de tumores no estômago e no fígado. A vida estressante, a alimentação inadequada (rica em gorduras, conservantes e pobre em fibras) também estão relacionados a alguns tipos de câncer.

Tratamento
O melhor tratamento ainda é aquele que visa evitar o surgimento da doença. Para tanto, os especialistas aconselham as pessoas a ter uma vida saudável: alimentação natural e rica em fibras, evitar o fumo e o álcool, ter uma vida tranqüila, fugindo do estresse, usar protetores ou bloqueadores solares e fazer exames de rotina para detectar o início da doença. Atualmente, a medicina dispõe da radioterapia e de cirurgias para combater a doença. Quando se faz necessário a retirada do tumor, a cirurgia é o procedimento mais adequado. Já a radiação é utilizada para matar as células cancerígenas. Porém, este segundo procedimento tem efeitos colaterais como, por exemplo, queimaduras na pele provocada pela passagem da radiação. A quimioterapia é um procedimento que visa, através da administração de drogas, impedir a reprodução das células cancerígenas, levando-as à morte. Esse procedimento também tem efeitos colaterais como, por exemplo, a queda de cabelos. Nos casos de câncer de mama e de próstata é usada a hormonoterapia, pois estes tipos de tumores são sensíveis à ação de determinados hormônios.

CAUSAS E RISCOS DO CÂNCER
O câncer é uma célula que perdeu seus mecanismos de controle normais e, conseqüentemente, apresenta um crescimento desregulado.

O câncer pode desenvolver-se a partir de qualquer tecido no interior de qualquer órgão. À medida que as células cancerosas crescem e se multiplicam, elas formam uma massa de tecido canceroso que invade os tecidos adjacentes e pode disseminar (produzir metástases) por todo o corpo.

Como o Câncer se Desenvolve
As células cancerosas desenvolvem-se a partir de células normais em um processo complexo denominado transformação. A primeira etapa nesse processo é a iniciação, na qual uma alteração do material genético da célula a instrui para tornar-se cancerosa. A alteração do material genético da célula é ocasionada por um agente denominado carcinógeno (p.ex., substâncias químicas, vírus, radiação ou luz solar). No entanto, nem todas as células são igualmente suscetíveis aos carcinógenos.

Uma alteração genética na célula ou outro agente, denominado promotor, pode torná-la mais suscetível. Mesmo a irritação física crônica pode tornar as células mais propensas a se tornarem cancerosas. Na etapa seguinte, a promoção, uma célula que iniciou sua alteração torna-se cancerosa. A promoção não tem efeito sobre as células não iniciadas. Portanto, para ocorrer o câncer, são necessários vários fatores, freqüentemente a combinação de uma célula suscetível e um carcinógeno.

No processo através do qual uma célula normal torna-se cancerosa, em última instância, o seu DNA sofre uma alteração. Freqüentemente, é difícil se detectar alterações no material genético de uma célula, mas, algumas vezes, uma alteração de tamanho ou de forma de um determinado cromossomo indica um certo tipo de câncer. Por exemplo, um cromossomo anormal denominado cromossomo Filadélfia é encontrado em 80% dos indivíduos com leucemia mielocítica crônica. Alteraçõesgenéticas também têm sido identificada sem tumores cerebrais e cânceres do cólon, de mama, de pulmão e de ossos. Para o desenvolvimento de alguns tipos de câncer, podem ser necessárias várias alterações cromossômicas. Estudos sobre a polipose do cólon familiar (um distúrbio intestinal hereditário no qual ocorre a formação de pólipos que se tornam cancerosos) sugeriram como essa doença pode evoluir para um câncer de cólon: o revestimento normal do cólon começa a crescer mais ativamente (hiperprolifera) porque as células não mais possuem um gene supressor no cromossomo 5, que normalmente controla o seu crescimento. A seguir, uma discreta alteração do DNA promove alterações para formar um adenoma (um tumor benigno). Um outro gene (o oncogene RAS) faz com que o adenoma cresça mais ativamente. A perda subseqüente de um gene supressor do cromossomo 18 estimula ainda mais o adenoma e, finalmente, a perda de um gene do cromossomo 17 converte o adenoma benigno em câncer. Alterações adicionais podem fazer com que o câncer produza metástases.

Carcinógenos
Carcinógenos: Agentes Químicos que Podem Causar Câncer

Substância Química Tipo de Câncer
Ambiental e Industrial
Arsênico Pulmão
Asbesto Pulmão, pleura
Aminas aromáticas Bexiga
Benzeno Leucemia
Cromatos Pulmão
Níquel Pulmão, seios nasais
Cloreto de vinil Fígado
Associados ao estilo de vida
Álcool Esôfago, boca, garganta
Nozes de betel Boca, garganta
Tabaco Cabeça, pescoço, pulmões, esôfago, bexiga
Utilizados na Medicina
Agentes alquilantes Leucemia, bexiga
Dietilestilbestrol Fígado, vagina (se houve exposição anterior ao nascimento)
Oximetolona Fígado
Torotrast Vasos sangüíneos

Mesmo quando uma célula torna-se cancerosa, o sistema imune freqüentemente consegue destruí-la antes que ela replique-se e estabeleça como um câncer. É mais provável que o câncer se desenvolva quando o sistema imune está comprometido, como nos individuos com AIDS, aqueles medicados com drogas imunossupressores e naqueles com certas doenças autoimunes. No entanto, o sistema imune não é à prova de erros; o câncer pode escapar à vigilância protetora desse sistema mesmo quando ele está funcionando normalmente.

Fatores de Risco
Uma grande quantidade de fatores genéticos ambientais aumenta o risco de desenvolvimento de câncer.

A história familiar é um fator importante. Algumas amílias apresentam um risco significativamente mais elevado de apresentar certos tipos de câncer em comparação com outras. Por exemplo, o risco de uma mulher apresentar um câncer de mama aumenta 1,5 a 3 vezes se a sua mãe ou a sua irmã tiver apresentado. Alguns cânceres de mama estão associados a uma mutação genética específica que é mais freqüente em alguns grupos étnicos e em algumas famílias. As mulheres que apresentam essa mutação genética têm uma probabilidade de 80 a 90% de desenvolverem câncer de mama e uma chance de 40 a 50% de desenvolverem câncer de ovário. Os pesquisadores verificaram que 1% das mulheres judias Ashkenazi apresenta essa mutação genética. Muitos outros cânceres, inclusive alguns cânceres de pele e de cólon, tendem também a ocorrer em famílias.

Os indivíduos com anormalidades cromossômicas apresentam maior risco de câncer. Por exemplo, os indivíduos com síndrome de Down, que possuem três cromossomos número 21 ao invés dos dois normais, apresentam um risco 12 20 vezes maior de leucemia aguda. Vários fatores ambientais aumentam o risco de câncer. Um dos mais importantes é o tabagismo. O tabagismo aumenta substancialmente o risco de câncer de pulmão, de boca, de laringe e de bexiga.


CÂNCER
Câncer é um grupo de doenças que ocorrem quando as células se tornam anormais (mutantes) dividindo-se e formando mais células, sem controle ou ordem. O câncer é resultado de uma série de alterações nos genes que controlam o crescimento e o comportamento celular. A ocorrência e a falta de controle dessas alterações genéticas são objeto de intensas pesquisas médicas em todo o mundo. Alguns desses genes são hereditários e seus portadores podem ter predisposição ao câncer. No entanto, outros tipos de câncer são considerados esporádicos, não hereditários, mas responsáveis por 80% de todos os tipos de câncer.

Os estágios que sofrem as células e o surgimento do câncer
O câncer é fundamentalmente uma doença genética. Quando o processo neoplásico se instala, a célula-mãe transmite às células filhas a característica neoplásica. Isso quer dizer que, no início de todo o processo está uma alteração no DNA de uma célula.

Esta alteração no DNA pode ser causada por vários fatores, fenômenos químicos, físicos ou biológicos. A esta alteração inicial damos o nome de estágio de iniciação. Porém, uma só alteração no DNA não causa câncer. São necessárias várias alterações em seqüência para que essa célula torne-se cancerosa.

O estágio de promoção é o segundo estágio da carcinogênese. Nele, as células geneticamente alteradas, ou seja, "iniciadas", sofrem o efeito dos agentes.

A célula iniciada é transformada em célula maligna, de forma lenta e gradual. Para que ocorra essa transformação, é necessário um longo e continuado contato com o agente cancerígeno promotor.

O estágio de progressão é o terceiro e último estágio e se caracteriza pela multiplicação descontrolada e irreversível das células alteradas. Nesse estágio o câncer já está instalado, evoluindo até o surgimento das primeiras manifestações clínicas da doença.

As principais causas do câncer em Adultos
A partir dos 55 anos, a incidência da doença cresce em nível exponencial. Isso quer dizer que quanto mais tempo uma pessoa tem para expor seu material genético a um fator qualquer que possa alterá-lo, maior será a chance disso acontecer.

A ocorrência de mutações, logicamente, ocorre no momento da divisão celular. Isso porque a célula deve estar duplicando o seu DNA, e a possibilidade de erros é maior. Assim, substâncias que levam a um aumento na população de determinadas células são também, indiretamente, agentes capazes de aumentar a ocorrência de mutações genéticas.

A radiação é um tipo de carcinógeno que age lesando diretamente o DNA da célula. A inflamação crônica de algum órgão, como o intestino, por exemplo, causa aumento da divisão celular, e aumenta a chance de alguma mutação. Dessa forma, gorduras animais, que causam um tipo de inflamação na mucosa intestinal, são carcinógenos "indiretos".

É por essa razão que se orienta uma dieta com fibras. Essa dieta aumenta o volume do bolo fecal, diminuindo o tempo de exposição de todas as substâncias à mucosa intestinal, além de diminuir a concentração da gordura animal na massa fecal total.

A ação de hormônios é semelhante. Eles aceleram a divisão celular de alguns tipos de células, facilitando a ocorrência de mutações.

O fumo desenvolve uma ação carcinogênica mista. Ele é capaz tanto de lesar o DNA das células do corpo inteiro, quanto, diretamente, irritar as mucosas, causando inflamação crônica na boca, garganta, brônquios e pulmões. É por isso que o fumo pode causar também câncer de bexiga e pâncreas, por exemplo, não ficando limitado às vias aéreas.

As alterações específicas geradas no DNA que esses vírus causam ainda não estão bem determinadas. O que se sabe é que há uma completa integração do genoma do vírus no genoma (DNA) da célula hospedeira, sendo que esta célula dará origem à oncogênese.

As neoplasias ditas hereditárias estão relacionadas com a perda de genes supressores de tumor. Isso explica a quase totalidade das doenças neoplásicas que existem em crianças, geralmente produzidas por um aumento da predisposição ao desenvolvimento de tumores já ao nascimento.

Outras situações em que pode ocorrer lesão direta do DNA é quando ocorre invasão celular por vírus. Como exemplo mais evidente temos o vírus das hepatites B e C, que a longo prazo podem causar câncer hepático. Também há a associação do papilomavirus (HPV) com o câncer de colo de útero. Não podemos encarar o câncer como um processo que tenha uma causa específica. A neoplasia é o produto de um processo genético inicial, invariavelmente seguido de um outro, e assim por diante, desencadeando algo como uma cascata de derrubadas de dominó. Por carcinogênese se entende, portanto, todo o processo que se inicia na primeira mutação e termina nas alterações moleculares que resultam no câncer clinicamente detectado.

Como podemos nos prevenir contra o câncer
Muitas pessoas não fazem exames de rotina porque têm medo de descobrir que têm câncer.

Apesar dos exames serem realizados para detectar a doença, a grande maioria das pessoas examinadas está livre da doença. Detectar doenças que põem em risco a vida das pessoas tão cedo quanto possível oferece a maior oportunidade de cura e sobrevida, com a melhor qualidade de vida.

A maioria dos exames preventivos não diz se você tem câncer ou não. O que eles fazem é indicar condições anormais, que podem ser causadas pelo câncer, ou que podem ser precursoras do câncer. Um exame preventivo positivo requer uma investigação mais completa. Alguns exames adicionais podem ser realizados para encontrar a causa do resultado positivo, e determinar se o câncer está ou não presente. O diagnóstico confirma a presença e a localização de um tipo específico de câncer.

Além dos exames outro modo de nos prevenir é tentar ter uma vida saudável, mudar certos hábitos prejudiciais a nossa saúde, vejamos abaixo como podemos fazer isto:

a) Alimentação
• diminua a ingestão de gorduras

• dê preferência às carnes brancas, como a do frango, sem pele, peru ou peixe. Retire toda a gordura da carne antes de prepará-la.

• escolha leite e derivados desnatados ou semi-desnatados.

• evite molhos à base de ovos e óleo, como maionese.

• inclua frutas, verduras e legumes variados na sua alimentação diária (pelo menos cinco porções diárias) • coma alimentos ricos em fibra, como cereais integrais, farelos de cereais, frutas e vegetais.

b) Atividade Física
• use escadas ao invés de elevador.

• desça do ônibus, trem ou metrô um ponto antes de seu destino.

• estacione seu carro um pouco mais distante do que o habitual.

• evite usar o carro, sempre que possível.

• passe menos tempo em frente da televisão ou computador.

c) Hábitos
• pare de fumar.

• limite a ingestão de bebidas alcoólicas. Não se deve tomar mais do que um drinque por dia.

• a mulher deve fazer auto-exame de mama todo mês.

• o homem deve fazer auto-exame de testículos todo mês.

• evite a exposição prolongada ao sol e use filtro solar fator 15, no mínimo.

• faça regularmente auto-exame de boca e pele.

Alguns sintomas que precisam ser checados
Sintomas persistentes são especialmente importantes como alertas para o câncer. Apesar de na maioria das vezes serem alarmes falsos, é sempre melhor ter os sintomas checados.

É difícil lembrar de todos os sintomas dos mais de 200 tipos de câncer, mas, os seguintes sintomas são os principais e mais comuns:

• uma mudança no hábito intestinal ou urinário;

• uma mudança na rotina de quantas vezes se vai ao banheiro, para urinar ou evacuar. Uma mudança em qualquer rotina pode ser um sinal de câncer: constipação crônica, ou, contrariamente, diarréia de longa duração, podem ser sintomas de câncer de cólon ou reto. a avaliação médica é importante, pois o tratamento sintomático com laxativos ou constipantes pode retardar o diagnóstico. Sangramento nas fezes também deve ser prontamente investigado por um médico. Também deve-se procurar um médico caso haja dificuldade ou dor para urinar, ou sangramento na urina pode significar câncer de próstata ou bexiga.

• feridas que não cicatrizam;

• o câncer de pele pode sangrar, ou parecer um machucado que não cicatriza pode surgir em qualquer lugar do corpo, incluindo os órgãos genitais. Estas feridas também podem aparecer na boca ou garganta, e devem ser avaliadas logo que notadas; isto é particularmente importante para fumantes, ou pessoas que bebem grande quantidade de álcool; • sangramento não usual;

• sangramento anormal pode ocorrer no câncer inicial ou avançado. Tosse com escarro e sangue pode significar câncer de pulmão. Uma mulher com sangramento vaginal entre os períodos de menstruação, ou após a menopausa, deve procurar um médico imediatamente. Câncer de endométrio ou de colo do útero podem causar sangramento vaginal;

• sangue nas fezes pode significar câncer de cólon e reto, e sangue na urina pode significar câncer de bexiga ou rins. Secreção sanguinolenta pelo mamilo pode ser um sinal de câncer de mama;

• inchaço ou nódulos na mama ou de outro órgão;

• muitos tumores podem ser sentidos através da pele, principalmente na mama, nos testículos ou partes moles do corpo. Também o aparecimento de gânglios (nódulos) como, por exemplo, nas axilas, pode ser algum sinal de que algo não vai bem. Em geral, qualquer nódulo ou aumento de volume de algum órgão deve ser prontamente relatado a um médico, para avaliação;

• indigestão ou dificuldade para engolir. Estes dois sintomas são conhecidos como dispepsia e disfagia, e podem indicar câncer de esôfago, estômago ou faringe (o tubo que conecta a boca ao esôfago). Geralmente quando estes sintomas estão presentes, o tumor pode estar num estágio mais avançado, portanto a procura de um médico deve ser imediata;

• mudança recente numa verruga ou mancha;

• Verrugas ou manchas que mudam de cor, perdem a definição das bordas, ou crescem devem ser vistas por um médico imediatamente. Estas lesões podem significar melanoma, uma doença bastante agressiva, mas com altas taxas de cura se tratadas precocemente;

• tosse ou rouquidão persistente;

• O desenvolvimento de tosse que dura mais do que duas semanas é um sinal importante, que deve ser visto por um médico. Juntamente com rouquidão prolongada, pode indicar uma neoplasia de pulmão, laringe (caixa da voz), ou tireóide. Geralmente sugerem estágios mais avançados da doença;

• emagrecimento espontâneo rápido;

• perda de peso, fraqueza, febre, dor podem também ser sintomas muito importantes.

Os principais tipos de tratamento contra o câncer
a) Cirurgia
É o mais antigo e mais definitivo método de tratamento, quando o tumor é localizado, em circunstâncias anatômicas favoráveis. Para muitos tipos de câncer apenas a cirurgia não é suficiente, devido à disseminação de células cancerosas local ou difusamente.

b) Radioterapia
É o mais utilizado para tumores localizados que não podem ser ressecados totalmente após a cirurgia. Tem efeitos colaterais, principalmente a lesão de tecidos normais adjacentes ao tumor. A quantidade de radiação utilizada depende do tipo de tumor, e é medida em Gray.

c) Quimioterapia
Foi o primeiro tratamento sistêmico para o câncer. Na maioria das vezes consiste em uma associação de drogas, pois nos tumores há subpopulações de células com sensibilidade diferente às drogas antineoplasicas. Os mecanismos de ação das drogas são diferentes, mas sempre acabam em lesão de DNA celular. A toxicidade contra células normais é a causa dos efeitos colaterais (náuseas, vômitos, mielossupressão). Pode ser usada como tratamento principal (leucemias, linfomas, câncer de testículo), mas normalmente é adjuvante, após tratamento cirúrgico ou radioterápico.

d) Terapia Biológica
Usam-se modificadores da resposta biológica do corpo frente ao câncer, "ajudando-o" a combater a doença (linfoquinas, anticorpos monoclonais). Usa-se também drogas que melhoram a diferenciação das células tumorais, tornando-as de mais fácil controle. Este tipo de tratamento está sendo o mais promissor para o futuro. Já existem várias “drogas inteligentes” utilizadas no tratamento de linfomas, leucemias crônicas e câncer de mama.

Câncer na infância e adolescência
De uma maneira geral, é importante ressaltar que câncer em crianças e adolescentes é evento raro. Sempre. Quando esta doença é suspeitada ou diagnosticada, as crianças e adolescentes devem ser encaminhados o mais rapidamente possível a algum centro especializado que possua uma equipe com experiência no tratamento de canceres desta faixa etária. Estes centros podem garantir a oferta do melhor tratamento atualizado, cuidados de suporte e reabilitação para se ter as maiores chances de cura e qualidade de vida.

Outro conceito importante é a diferença na visão geral do tratamento do câncer no jovem em relação ao adulto. Neste último, nem sempre o objetivo do tratamento é a cura, pois leva em conta a idade e o estágio do tumor e se enfatiza muito em qualidade de vida. Se para uma pessoa de 70 anos, que já construiu sua vida, 5 anos a mais de vida, podendo comer, andar e fazer coisas que lhe dão prazer podem significar o sucesso do tratamento, isto não é válido no tratamento do câncer infantil. Nestas, a cura total da doença é sempre o objetivo final. Queremos que a criança possa crescer, trabalhar e constituir família, isto é, viver toda uma vida. Isto explica porque as terapias convencionais são mais agressivas em crianças, mesmos em casos avançados de doença ao diagnóstico. Mas quando isto falha, tudo é feito para se garantir uma boa qualidade de vida a ela também.

Causas do câncer na idade jovem
As causas que levam ao aparecimento de câncer nos jovens são diferentes das nos adultos. Estão muito mais ligadas a fatores genéticos do que a exposição no ambiente a agentes carcinogênicos. Em aproximadamente 10 a 15% dos casos são reconhecidos outros casos na família, ou a criança possui alguma doença genética que confere maior propensão a determinados tipos de câncer, por exemplo, na Síndrome de Down, onde os portadores têm maior chance de desenvolver leucemia. Outros fatores que estão associados ao aparecimento de câncer nesta idade seriam: exposição à radiação ionizante, vírus (Epstein-Barr) e exposição intra-uterina a hormônio.

Exames preventivos
Diferente dos adultos, não existe nenhum exame específico associado à idade que pode ser feito de rotina para se detectar precocemente o câncer na criança, na população geral. O mais importante é que toda criança seja seguida periodicamente por um pediatra, e que os responsáveis levem a este pediatra se suspeitarem de qualquer sinal que a criança apresente. Este profissional deve ser capaz de examinar cuidadosamente e suspeitar de câncer caso seja pertinente e então encaminhar ao centro especializado que convém, mesmo sem a certeza do diagnóstico.

Sinais de alerta
A maioria dos tumores da infância é curável, sendo que o prognóstico está fortemente ligado ao tipo de tumor, extensão da doença ao diagnóstico e eficácia do tratamento. Os sinais e sintomas dos tumores infantis envolvem manifestações comuns a outras doenças não malignas, por isso somente um exame cuidadoso e a história obtida pelo pediatra levantam a suspeita. Isto se torna mais fácil se o médico já conhece e acompanha a criança há mais tempo.

Entre as manifestações mais comuns temos:
• Palidez, anemia;

• Petéquias ou equimoses espontâneas, não ligadas a traumas;

• Febre baixa, diária, de origem indeterminada;

• Perda de peso;

• Sudorese noturna;

• Dor óssea ou nas juntas persistente sem história de trauma local;

• Aumento persistente, progressivo e indolor de linfonodos (ínguas);

• Massa abdominal ou em tecidos moles;

• Dor de cabeça com dificuldade para andar e vômitos não associados à alimentação;

• Mancha brilhante dentro do olho (tipo "olho de gato”)

Tipos de câncer infantil
Os tumores mais comuns da infância são: leucemia linfoblástica aguda, leucemia mielocítica aguda, tumores cerebrais: gliomas, astrocitomas cerebelar e cerebral, meduloblastoma, sarcoma de Ewing ou tumores da família Ewing, tumor de células germinativas, linfoma de Hodgkin, linfoma não-Hodgkin, neuroblastoma, câncer hepático, osteossarcoma/histiocitoma fibroso maligno do osso, retinoblastoma, rabdomiossarcoma, tumor de Wilms e sarcoma de tecidos moles.

Tratamento
No câncer infantil, assim como nos adultos, o tratamento está baseado no uso de quimioterapia associada à cirurgia e radioterapia. O uso dessas armas vai depender do tipo e a extensão da doença ao diagnóstico. Porém, existe uma diferença crucial do tratamento de jovens em relação aos adultos: não podemos nos esquecer que estamos tratando pessoas em fase de crescimento e desenvolvimento. A radioterapia e mesmo o uso de várias drogas tóxicas ao organismo podem levar, a longo prazo, a conseqüências desastrosas para o futuro da criança como baixa altura ou até mesmo um segundo câncer. Isto torna ainda mais desafiador a luta contra o câncer e estimula a procura de novos métodos de tratamento mais eficientes e menos agressivos.


CÂNCER


Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado (maligno) de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se (metástase) para outras regiões do corpo.

Dividindo-se rapidamente, estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores (acúmulo de células cancerosas) ou neoplasias malignas. Por outro lado, um tumor benigno significa simplesmente uma massa localizada de células que se multiplicam vagarosamente e se assemelham ao seu tecido original, raramente constituindo um risco de vida.

Os diferentes tipos de câncer correspondem aos vários tipos de células do corpo. Por exemplo, existem diversos tipos de câncer de pele porque a pele é formada de mais de um tipo de célula. Se o câncer tem início em tecidos epiteliais como pele ou mucosas ele é denominado carcinoma. Se começa em tecidos conjuntivos como osso, músculo ou cartilagem é chamado de sarcoma.

Outras características que diferenciam os diversos tipos de câncer entre si são a velocidade de multiplicação das células e a capacidade de invadir tecidos e órgãos vizinhos ou distantes (metástases).


CÂNCER
Conceitos básicos
Câncer (ou neoplasia, ou tumor maligno) é uma classe de doenças caracterizadas pelo crescimento descontrolado de células aberrantes. O câncer pode matar devido à invasão destrutiva de órgãos normais por estas células, por extensão direta ou por disseminação à distância, que pode ser através do sangue, linfa ou superfície serosa.

O comportamento anormal das células cancerosas é geralmente espelhado por mutações genéticas, expressões de características ontológicas, ou secreção anormal de hormônios ou enzimas.

Todos os cânceres têm o potencial de invasão ou de metastatização, mas cada tipo específico tem características clínicas e biológicas, que devem ser estudadas para um adequado diagnóstico, tratamento e acompanhamento.

Incidência e Mortalidade
As neoplasias são a terceira maior causa de morte no Brasil (superadas apenas pelas doenças do aparelho circulatório e pelas causas externas / violência). Espera-se que no meio do século 21 o câncer já seja a principal causa de morte no Brasil.

Os motivos que levam ao crescimento da incidência do câncer são o aumento da expectativa de vida da população em geral, associada a maior exposição a fatores de risco. O tipo de câncer que mais cresce é o de pulmão, principalmente devido à propagação do hábito de fumar, que cresce desde há 40 anos.

No Brasil os registros estatísticos sobre o câncer ainda são bastante falhos, e não retratam a realidade brasileira. Nos últimos anos há uma tentativa de dar maior confiabilidade aos dados divulgados, e esperamos em breve poder conhecer melhor o que ocorre em nosso país. Os leitores podem encontrar os dados estatísticos mais atualizados sobre câncer no site do Instituto Nacional do Câncer, que centraliza os dados nacionais.

Como se forma?
Vários elementos podem causar ou contribuir diretamente para a ocorrência de uma seqüência de eventos que levem ao surgimento do câncer. O caminho final comum dos cânceres é alguma alteração genética, que converte uma célula bem constituída, participante do corpo como um todo, numa outra, "renegada", destrutiva, que não responde mais a comandos de uma comunidade de células.

Promotores (oncogenes) e supressores têm um papel central e decisivo em muitos casos. Substâncias químicas (como o benzeno e nitrosaminas), agentes físicos (como radiação gama e ultravioleta), e agentes biológicos (como alguns tipos de vírus), contribuem para a carcinogênese em algumas circunstâncias.

O agente carcinogênico mais importante para a população em geral é o tabaco, pois ele causa ou contribui para o desenvolvimento de aproximadamente um terço de todos os cânceres, principalmente em pulmão, esôfago, bexiga e cabeça e pescoço.

Detecção Precoce do Câncer
Quando a prevenção do câncer através da mudança de hábitos não é possível, a detecção precoce é a melhor estratégia para reduzir a mortalidade. Campanhas de esclarecimento da população, e também de profissionais de saúde são feitas nesse sentido. Infelizmente, no Brasil são bastante falhas.

A Oncologia
A oncologia, nos últimos anos, tornou-se uma complexa e interessante disciplina que conta com o auxílio de outras especialidades, como cirurgia, pediatria, patologia, radiologia, psiquiatria e outras, o que faz o sucesso do tratamento um mérito das ações multidisciplinares. Há três passos principais na oncologia, para o bem do paciente.

O primeiro objetivo trata de curar os pacientes, para devolvê-los a um lugar na sociedade. Deve ser tentado em todos os tipos de câncer, mesmo naqueles em que a chance de cura é pequena. Requer uma atitude de esperança e determinação para se derrotar dificuldades e perigos, e às vezes para se enfrentar insucessos.

Se mesmo assim a cura não é possível, o médico deve apontar ao segundo objetivo, que seria uma longa e satisfatória remissão da doença, deixando o paciente bem consigo mesmo pelo maior tempo possível, longe de efeitos da doença e de hospitalizações. Quando a chance de remissão é remota, o objetivo passa a ser controlar a doença e seus sintomas pelo uso correto de terapêutica paliativa.

O objetivo final visa melhorar a qualidade de vida do paciente, e não apenas o prolongamento de uma vida sofrida. O médico deve ajudar o paciente a manter a sua dignidade, entender sua fraqueza, e evitar sentimentos de frustração, animosidade ou até excessiva amizade, para desenvolver o bom julgamento para o interesse do paciente. O principal é sensibilidade e bom senso.

Estadiamento Geral do Câncer (Simplificado)
Estágio 1
Localizado. Geralmente confinado ao órgão de origem. Geralmente curável com medidas locais, como cirurgia ou irradiação.

Estágio 2
Localizado, mas extenso. Pode se estende para fora do órgão de origem, mas mantém a proximidade. É às vezes curável com medidas locais (cirurgia e irradiação), às vezes em conjunto com a quimioterapia.

Estágio 3
Disseminado Regionalmente. Estende-se para fora do órgão de origem, atravessando vários tecidos. Pode atingir linfonodos (gânglios) na região do tumor. Tem ainda o potencial de ser curado, embora as recidivas sejam mais freqüentes. O tratamento local ou sistêmico depende das características do tumor.

Estágio 4
Disseminado difusamente. Geralmente envolve múltiplos órgãos distantes e é raramente curável.

Modalidades Terapêuticas
CIRURGIA
É o mais antigo e mais definitivo, quando o tumor é localizado, em circunstâncias anatômicas favoráveis. Em geral é o tratamento mais importante, que influencia mais na cura do paciente. Para alguns tipos de câncer, no entanto, apenas a cirurgia não é suficiente, devido à disseminação de células cancerosas local ou difusamente.

RADIOTERAPIA
É o mais utilizado para tumores localizados que não podem ser ressecados totalmente, ou para tumores que costumam recidivar localmente após a cirurgia. Pode causar efeitos colaterais localizados, principalmente por lesão de tecidos normais adjacentes ao tumor. A quantidade de radiação utilizada depende do tipo de tumor, e é medida em rads.

QUIMIOTERAPIA
É o tratamento sistêmico para o câncer. Pode ser de aplicação endovenosa, oral ou intraarterial, mais raramente. Consiste na utilização de medicamentos que tem ação citotóxica (causa danos às células). Podem ser utilizadas combinações de vários medicamentos diferentes, pois nos tumores há freqüentemente subpopulações de células com sensibilidade diferente às drogas antineoplásicas. Os mecanismos de ação das drogas são diferentes, mas em geral acabam em lesão de DNA celular. A toxicidade contra células normais é a causa da maioria dos efeitos colaterais (náuseas, vômitos, anemia, mielossupressão). Pode ser usada como tratamento principal (leucemias, linfomas, câncer de testículo), mas normalmente é adjuvante, após tratamento cirúrgico ou radioterápico, ou paliativo, em doenças mais avançadas.

TERAPIA BIOLÓGICA
Usam-se modificadores da resposta biológica do próprio organismo frente ao câncer, "ajudando-o" a combater a doença (linfoquinas, anticorpos monoclonais). Pode-se usar também drogas que melhoram a diferenciação das células tumorais, tornando-as de mais fácil controle.

Obtendo sucesso no tratamento
O sucesso da terapia contra o câncer depende da escolha das modalidades de tratamento que mais se adequam ao paciente e à sua doença, necessitando muito a cooperação entre especialidades. Suporte geral também é muito importante, incluindo controle de distúrbios metabólicos, infecciosos, cardiopulmonares, freqüentes nos pacientes submetidos a tratamentos agressivos.

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