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quinta-feira, 19 de junho de 2008

AUDICÃO

O ouvido, órgão responsável pela audição, está dividido em três partes: ouvido externo, ouvido médio e ouvido interno।

O ouvido externo é formado pela orelha e pelo canal auditivo externo। Toda a orelha (exceto o lobo) é constituída por tecido cartilaginoso recoberto por pele।

O canal auditivo externo tem cerca de três centímetros de comprimento e está escavado em nosso osso temporal। É revestido internamente por pêlos e glândulas, que fabricam uma substância gordurosa e amarelada, denominada cerume। Tanto os pêlos como o cerume retêm poeira e micróbios que normalmente existem no ar e eventualmente entram nos ouvidos। O canal auditivo externo termina numa delicada membrana, o tímpano।

O ouvido médio é uma pequena cavidade situada no osso temporal, atrás do tímpano। Dentro dela estão três ossículos articulados entre si, cujos nomes descrevem sua forma: martelo, bigorna e estribo।

O martelo está encostado no tímpano; o estribo apóia-se na janela oval, um dos orifícios dotados de membrana que estabelecem comunicação com o ouvido interno। O outro orifício é a janela redonda।


O ouvido médio comunica-se também com a faringe, através de uma canal denominado trompa de Eustáquilo। Esse canal permite que o ar penetre no ouvido médio। Dessa forma, de um lado e de outro do tímpano, a pressão do ar atmosférico é igual। Quando essas pressões ficam diferentes, não ouvimos bem, até que o equilíbrio seja restabelecido।

O ouvido interno é formado por escavações no osso temporal, revestidas por uma membrana e preenchidas por um líquido। É constituído pelo vestíbulo, pelos canais semicirculares e pela cóclea।No interior do vestíbulo existem células nervosas relacionadas com o nervo auditivo। A cóclea é uma estrutura em espiral। Dentro dela estão as principais terminações nervosas da audição। Os canais semicirculares, três tubos em forma de semicírculo, não tem função auditiva, mas são importantes na manutenção do equilíbrio do corpo।

O MECANISMO DA AUDIÇÃO

As ondas sonoras que se propagam no ar são recebidas pela orelha। Daí passam para o ar que preenche o canal auditivo externo, até encontrar o tímpano, que entra em vibração। Essa vibração é transmitida aos ossículos e ao ar que existe no ouvido médio। Atinge, então, as membranas da janela oval e da redonda। Dessa forma, o movimento vibratório propaga-se pelo líquido do ouvido interno। As vibrações, captadas pelas terminações das células nervosas da cóclea, são transformadas em impulsos até o cérebro, que os transforma em sensações sonoras।

Além da audição, o ouvido interno também participa do controle do equilíbrio do corpo।

Os movimentos da cabeça fazem com que o líquido no interior do ouvido se agite e estimule as células nervosas dos canais semicirculares. Ao receber esse impulsos nervosos, o cérebro identifica a posição de nosso corpo no espaço. Então, envia ordens para que os músculos ajam, mantendo o corpo em equilíbrio. O cerebelo, órgão que controla os movimentos musculares, também participa dessa ação.

PROBLEMAS AUDITIVOS

Os problemas auditivos mais comuns são as infecções, a surdez e a labirintite।

As infecções de ouvido podem ser conseqüência de gripes e resfriados. Causam muita dor, supuração e deficiência auditiva.

A surdez pode ser temporária ou permanente। A surdez temporária tem várias causas।

As mais comuns são: catarro nas trompas de Eustáquio, perfuração, endurecimento ou inflamação do tímpano ou excesso de cerume no canal auditivo externo। Nesses casos, corrigida a causa da surdez, a audição volta a ser normal। A surdez permanente decorre, em geral, de lesões no nervo auditivo ou na área cerebral responsável pela audição।

Algumas deficiências são resolvidas pelo uso de aparelhos adaptados ao ouvido.

A labirintite é uma infecção dos canais semicirculares, que pode alterar bastante o equilíbrio do corpo। Isso acontece porque as células nervosas presentes nesses canais não podem ser convenientemente estimuladas pela agitação do líquido।

Para ter boa audição, devemos conservar os ouvidos limpos e evitar ambientes muito barulhentos. O excesso de barulho danifica os órgãos auditivos.

A criança que já nasce surda, e muitas vezes também muda, é porque não ouvindo não aprende a falar।

A orelha humana é um órgão altamente sensível que nos capacita a perceber e interpretar ondas sonoras em uma gama muito ampla de freqüências (16 a 20.000 Hz - Hertz ou ondas por segundo).
A captação do som até sua percepção e interpretação é uma seqüência de transformações de energia, iniciando pela sonora, passando pela mecânica, hidráulica e finalizando com a energia elétrica dos impulsos nervosos que chegam ao cérebro.
ENERGIA SONORA – ORELHA EXTERNA
O pavilhão auditivo capta e canaliza as ondas para o canal auditivo e para o tímpano
O canal auditivo serve como proteção e como amplificador de pressão
Quando se choca com a membrana timpânica, a pressão e a descompressão alternadas do ar adjacente à membrana provocam o deslocamento do tímpano para trás e para frente.
Como mostrado acima, uma compressão força o tímpano para dentro e a descompressão o força para fora. Logo, o tímpano vibra com a mesma freqüência da onda. Dessa forma, o tímpano transforma as vibrações sonoras em vibrações mecânicas que são comunicadas aos ossículos (martelo, bigorna e estribo).
ENERGIA MECÂNICA – ORELHA MÉDIA
O centro da membrana timpânica conecta-se com o cabo do martelo. Este, por sua vez, conecta-se com a bigorna, e a bigorna com o estribo. Essas estruturas, como já mencionado anteriormente (anatomia da orelha média), encontram-se suspensas através de ligamentos, razão pela qual oscilam para trás e para frente.
A movimentação do cabo do martelo determina também, no estribo, um movimento de vaivém, de encontro à janela oval da cóclea, transmitindo assim o som para o líquido coclear. Dessa forma, a energia mecânica é convertida em energia hidráulica.
Os ossículos funcionam como alavancas, aumentando a força das vibrações mecânicas e por isso, agindo como amplificadores das vibrações da onda sonora. Se as ondas sonoras dessem diretamente na janela oval, não teriam pressão suficiente para mover o líquido coclear para frente e para trás, a fim de produzir a audição adequada, pois o líquido possui inércia muito maior que o ar, e uma intensidade maior de pressão seria necessária para movimenta-lo. A membrana timpânica e o sistema ossicular convertem a pressão das ondas sonoras em uma forma útil, da seguinte maneira: as ondas sonoras são coletadas pelo tímpano, cuja área é 22 vezes maior que a área da janela oval. Portanto, uma energia 22 vezes maior do que aquela que a janela oval coletaria sozinha é captada e transmitida, através dos ossículos, à janela oval. Da mesma forma, a pressão de movimento da base do estribo apresenta-se 22 vezes maior do que aquela que seria obtida aplicando-se ondas sonoras diretamente à janela oval. Essa pressão é, então, suficiente para mover o líquido coclear para frente e para trás.
ENERGIA HIDRÁULICA – ORELHA INTERNA
À medida que cada vibração sonora penetra na cóclea, a janela oval move-se para dentro, lançando o líquido da escala vestibular numa profundidade maior dentro da cóclea. A pressão aumentada na escala vestibular desloca a membrana basilar para dentro da escala timpânica; isso faz com que o líquido dessa câmara seja empurrado na direção da janela oval, provocando, por sua vez, o arqueamento dela para fora. Assim, quando as vibrações sonoras provocam a movimentação do estribo para trás, o processo é invertido, e o líquido, então, move-se na direção oposta através do mesmo caminho, e a membrana basilar desloca-se para dentro da escala vestibular.
Movimento do líquido na cóclea quando o estribo é impelido para frente.
Imagem: GUYTON, A.C. Fisiologia Humana. 5ª ed., Rio de Janeiro, Ed. Interamericana, 1981.
A vibração da membrana basilar faz com que as células ciliares do órgão de Corti se agitem para frente e para trás; isso flexiona os cílios nos pontos de contato com a membrana tectórica (tectorial). A flexão dos cílios excita as células sensoriais e gera impulsos nas pequenas terminações nervosas filamentares da cóclea que enlaçam essas células. Esses impulsos são então transmitidos através do nervo coclear até os centros auditivos do tronco encefálico e córtex cerebral. Dessa forma, a energia hidráulica é convertida em energia elétrica.

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